
Não me martirizes
com a tua presença
e da boca não profiras
o que não sentes.
Não me tortures
com a tua ausência
e do teu corpo
não emanes
esse aroma acidulado
do amor que não fizemos.
Não me magoes
com o teu olhar
e não me sorrias
(ainda)
pela última vez.
Foto: Gustavo Lebreiro
9 comentários:
Apenas para te dizer que estive nos teus (vários) espaços e...
parabéns por todo o teu trabalho, rico e variado!
... E o teu ar juvenil, criança que foste e és, vem dar uma cor mais humana a um conteúdo que já nos fascinava!...
Quem tem para dar... não resiste a oferecer tudo... a toda a gente...
não podia concordar mais com estas palavras
a dor do (não) amor
Doloroso.
Beijos
Minha querida,
Não gostas mesmo desse ser: Nem a presença, nem a ausência te agradam. Indecisão como a do tolo no meio da ponte?
Vê se tens juízo e não sejas tão exigente que, no fim, ficas de mãos vazias. Escolher não é fácil, mas para ser eficaz tem de ser entre as possibilidades reais.
Ai, estava esquecido de que é poesia e é preciso dramatizar as pequenas indecisões, para afastar os maus fantasmas.
Continua a falar dos sentimentos profundos em que a paixão convive com a dúvida. Assim se fazem bons poemas como este.
Beijos
João
*
imploro . . .
,
jinos
,
*
Que força que tem esta súplica.
Paula,
Lindo com um imenso cheiro de saudades.....
Beijos.
Ray
Sou homem.
Não aceito a súplica.
Penso-a como uma submissão, ou um pedido de protecção.
Aqui é um poema, pode ser uma súplica ao sol.
Que não abrase, não se ausente, não se demita da sua função de nos reproduzir.
O sentimento da dor e da ausência... num poema que comove.
Um abraço carinhoso ;)
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