
Já os gritos emudecem
de espanto feitos
e as frutas caiem
das árvores
amadurecidas de vento
e pelas minhas mãos
envelhecidas
calam-se a revolta
e a ternura.
Foto: Gustavo Lebreiro
O pequeno bago vermelho da romã que me leva aonde já fui ou o ténue fio da memória que na lonjura nos une infinitamente
10 comentários:
este poema é um "grito" de desespero.
Beijos
Paula Raposo,
E esquecia-me de Si ...!
Se o conseguir, o meu agradecimento sincero será editado aqui em Sete Mares e no Seu blogue também.
Um obrigado profundo e sentido, Seu
Jaime Latino Ferreira
Estoril, 14 de Julho de 2008
É pena que a ternura se cale. Mas é um belo poema. O mar fica mais calmo. Menos revoltoso. A foto é bonita. Beijo.
Eduardo
Que bela descrição do Outono, triste, como é da tradição. Mas é preciso não desprezar o Outono, com a sua beleza muito especial, nas vinhas o amarelo acastanhado das folhas, na adega o cheiro do mosto, na vida das pessoas a riqueza da sabedoria sedimentada por anos de meditação e de experiência enriquecedora. Vive com prazer a tua Primavera e prepara um Verão quente a apaixonado, armazenando energia para as estações seguintes.
Beijos
João
É mau quando se cala a revolta e a ternura. Não achas? Um beijo.
Está muito bonito o novo Template do Blogue, Paula!
Adorei!A suavidade da cor, a imagem... TUDO! PARABÉNS!
Não deixas que a revolta cale a Ternura das tuas mãos!
Um belo poema, mas que traduz tristeza...
Beijinhos e grata por publicitares a apresentação do meu livro, na próxima 6ª. feira.
Um abraço ;)
Enquanto se mantiver esta força e este vigor na tua poesia, os gritos não emudecem.
Mas que desprendimento do mundo.
Vamos voltar a semear essas frutas e esperar pelas árvores ...
revolta e ternura de mãos dadas!?
pois é..por vezes é mesmo assim.
beij
Olá amiga!
Que poemas lindos, que escreves...
Olha, acabei por não colocar o poema pois tive receio que não autorizasses ou que não gostasses, mas fica para a próxima então!
Beijinhos, Cláudia Ferreira
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