quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Valsa

Cheira a alecrim
a madrugada de hoje
a túlipas e toca
no velho gira discos
a valsa do tempo.

O mar acalmou
ímpetos de tempestade
e abeira-se da sala,
beijos de sabor salgado
enquanto a música
continua pela manhã
e o cheiro a alecrim
tropeça na valsa
e as túlipas amarelas
sorriem sem tempo...

5 comentários:

A. João Soares disse...

Depois de uma passagem por blogs de crítica sócio-política, faz bem repousar aqui uns segundos a sentir o cheiro a alecrim nesta manhã que tem laivos de tempestade passada ou para vir. A noite foi ventosa e o dia está escuro. É preciso a poesia de uma sonhadora, romântica e imaginativa, com criatividade quanto baste! para dar alívio ao viandante da vida, com pés doridos de tão grande caminhada.
Beijinhos
João

wind disse...

Uma valsa olfactiva e saborosa:))))
É dia de disparate.lololol
Agora a sério, estás numa fase mais calma da tua poesia:)
Beijos

Antonio Sabão disse...

Gostei!
bjs

Anónimo disse...

tem todos os compassos suaves de uma valsa! Que lindo este ramalhete de tulipas amarelas que não se perderam no tempo
Carla

Papoila disse...

Paula:
Uma valsa de cor, sabor e perfume...
Lindíssimo!
Beijos