quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Ilimitada

Numa ilimitada fragrância
quero que o cansaço
se esvaia no torpor morno
ao cair da noite,
velada mil luas e estrelas
numa infinita melodia
quero que os aplausos quentes
permaneçam no toque macio
de duas mãos tardias.

4 comentários:

wind disse...

És a "actriz principal":)
Beijos

Amaral disse...

Que nunca cansem os aplausos, que o toque macio seja sempre quente e melodioso...

Maria Luar disse...

Saio com uma ilimitada fragrância tua.
Abraço

A. João Soares disse...

A vida é teatro, Uma peça que cada um representa no seu estilo próprio, com a sua criatividade própria. Há quem represente na perfeição o papel de poeta uma arte difícil quando se pretende traduzir ideias com arte e beleza.
Está aqui o relato de um dia de êxito: a fragrância do entusiasmo do desempenho, o cansaço e o torpor do esforço bem sucedido, as estrelas que romanticamente fazem reviver os aplausos e as carícias macias.
A arte do bonsai! encerrar num espaço tão pequeno um relato que dá para um romance.
Parabéns por mais esta beleza de poema.

Beijos
João

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