sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Morte

Que mais existe
para além do manto estendido
sob a luz do teu olhar
fantástico,
que mais desejamos,
tão rara a sombra
das pétalas inebriantes,
que demais temos
para além de verbos
conjugados em mortes
anunciadas?

10 comentários:

Maria Clarinda disse...

Mais um poema lindo!!!!
Jinhos mil

wind disse...

Belo mas tétrico.
Beijos

Antonio Sabão disse...

O belo/horrível?

efeneto disse...

Sinto-me no lado oposto da palavra
diante de um posfácio por escrever
de um livro em branco
cheio de poemas indizíveis.
É como se estivesse no outro lado da alma
ou como se eu e ela fôssemos agora
e não antes nem depois
- e no entanto somos há tanto tempo –
num tempo sem tempo
nesta ponta do universo
onde nem sempre escrevemos Amor.
Garatujo palavras para quê
se belo é a música
e tudo o que me rodeia
Poesia para quê
se ela está aí... sem palavras.

Mas é com palavras que voltei
e com palavras lhe desejo um
óptimo fim de semana
na companhia de quem mais desejar.
Bom 2008

Besnico di Roma disse...

Beijinhos e um BOM ANO.
Até breve, voltarei.

peciscas disse...

Às vezes, isso nos basta...

In Loko disse...

Hummmm... existem outros verbos minha amiga... como os do: saborear os dias nas suas palpitações, os cheiros, os toques... os "olhinhos" partilhados... os sabores de mãos dadas... os risos que acontecem e nos envolvem!!!

Há muitos verbos ainda para explorar... digo eu!!!

Beijo grande Paula... gosto muito de te ler!!!

A. João Soares disse...

Porquê ter medo da morte e pintá-la com cores tão tétricas? É o que temos de mais certo e não lhe podemos fugir, embora se gastem fortunas para a adiar. Mas nem sempre a melhor solução será o adiamento. Aceitá-la, com a serenidade de uma vida vivida com a dignidade possível, é a melhor imagem de um cadáver com a cara serena e quase a esconder um sorriso.
A morte é o fim de uma viagem que muitas vezes foi muito difícil, e nestes casos é o repouso merecido e por vezes desejado.
Nem sempre a morte deve ser chorada pelos que ficam, pois pode justificar uma festa de agradecimento aos deuses que a controlam.
Vale a pena ler «As intermitências da Morte» de José Saramago.
Beijos vivos e com votos de vida Feliz
João

Lumife disse...

Quanto material para ler e reflectir.

Voltarei para novas leituras.

Beijos

multiolhares disse...

Se admitíssemos a morte como
Complemento da vida
O sofrimento seria menor
Gostei muito
Bom ano para ti
Bj
luna