Poderia falar da madrugada
- o tempo mágico -
e das vozes perdidas
entre gargalhadas
e sons inaudíveis.
Poderia falar da noite
que vem sempre
- inexorável e premente -
deitar-se connosco.
Mas, hoje, só posso falar
de saudade, de beijos;
imponderáveis e devaneios,
que me levam
- entre abraços e carícias -
ao fim do Mundo!
segunda-feira, 20 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Cantos
Os recantos deixam
de ser cantos
nos cantos de encanto,
nos encantos, desencantos;
recanto de mim,
o canto liberto de ti,
palavras já ditas
em cantos e encantos,
de desencantos encantados.
São os recantos
cantados por ti:
teus recantos em meus cantos.
de ser cantos
nos cantos de encanto,
nos encantos, desencantos;
recanto de mim,
o canto liberto de ti,
palavras já ditas
em cantos e encantos,
de desencantos encantados.
São os recantos
cantados por ti:
teus recantos em meus cantos.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Eis-me
Consigo escutar o silêncio:
sinto que o sossego
me invade e penetra
todos os poros.
A ideia é essa - acalmar -,
viver por algumas horas
o que não consegui
em toda a Vida.
Revigorar os sentidos
e libertar-me
do que não interessa.
Eis-me aqui.
sinto que o sossego
me invade e penetra
todos os poros.
A ideia é essa - acalmar -,
viver por algumas horas
o que não consegui
em toda a Vida.
Revigorar os sentidos
e libertar-me
do que não interessa.
Eis-me aqui.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Deslumbrar
Dentro dos teus olhos
existe o inaudível som
do sonho;
a perturbadora essência
do inexplicável;
toda a ternura não dita
das palavras-poema.
Dentro de ti existe
a solitária imagem
de um reflexo incompreendido:
por isso, a minha Vida,
deslumbra-se dentro dos teus olhos.
existe o inaudível som
do sonho;
a perturbadora essência
do inexplicável;
toda a ternura não dita
das palavras-poema.
Dentro de ti existe
a solitária imagem
de um reflexo incompreendido:
por isso, a minha Vida,
deslumbra-se dentro dos teus olhos.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Química
A saudade magoa
- mais ou menos - um bocado;
sendo esse bocado
o bocado que não tive.
Sendo que o bocado
feito saudade,
é feito de química
ou das mágicas palavras
que tão bem me dizes;
assim, nunca poderei
deixar o teu corpo
longe dos beijos
que nos prendem.
No bocado incontrolável
de nós.
- mais ou menos - um bocado;
sendo esse bocado
o bocado que não tive.
Sendo que o bocado
feito saudade,
é feito de química
ou das mágicas palavras
que tão bem me dizes;
assim, nunca poderei
deixar o teu corpo
longe dos beijos
que nos prendem.
No bocado incontrolável
de nós.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Para ti, meu amor
Deixo que me prendas o olhar
em cada beijo que te dou;
um lampejo de sabor a ti,
uma luz que se prolonga em mim.
E eu deixo o olhar prender-se
no regresso à realidade.
Um desencontro ilumina a noite,
e quando a madrugada reaparece
toda a nostalgia chora em sonetos:
és tu que me compões a canção do infinito.
em cada beijo que te dou;
um lampejo de sabor a ti,
uma luz que se prolonga em mim.
E eu deixo o olhar prender-se
no regresso à realidade.
Um desencontro ilumina a noite,
e quando a madrugada reaparece
toda a nostalgia chora em sonetos:
és tu que me compões a canção do infinito.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O nome da voz
As coisas chamam-se pelos nomes
e pelos nomes
volto a saber
quais os acordes
da nossa música;
pela música
sonho - mais uma vez -
o anseio que apaziguas
no teu abraço;
pelos nomes das coisas
sei da tua voz plena:
o encanto de ti.
e pelos nomes
volto a saber
quais os acordes
da nossa música;
pela música
sonho - mais uma vez -
o anseio que apaziguas
no teu abraço;
pelos nomes das coisas
sei da tua voz plena:
o encanto de ti.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Lembra-me
Lembra-me de libertar
os sentidos
no amanhecer tarde
da tarde longa
- anoitecendo -,
ferida de cantar.
Esqueço-me,
aprisionados que estão,
de lhes dar liberdade
quando tu não me lembras
o poema.
Lembra-me.
os sentidos
no amanhecer tarde
da tarde longa
- anoitecendo -,
ferida de cantar.
Esqueço-me,
aprisionados que estão,
de lhes dar liberdade
quando tu não me lembras
o poema.
Lembra-me.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
No teu peito
Sei que no teu peito
seguiram os nossos beijos
e as palavras - poucas -
que trocámos,
no fugaz desenlace
da paixão.
Levaste-me contigo
e deixas-me a lembrança
- imensa -
de um hino de amor.
Paula Raposo - Abril 2011
seguiram os nossos beijos
e as palavras - poucas -
que trocámos,
no fugaz desenlace
da paixão.
Levaste-me contigo
e deixas-me a lembrança
- imensa -
de um hino de amor.
Paula Raposo - Abril 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Meio dia
Dança no meu olhar
A brisa morna do meio dia
Enquanto eu prossigo
A caminhada que me propus
Dança comigo a quietude
E o silêncio neste meio dia
De ainda te abraçar.
Paula Raposo - Fevereiro de 2011
A brisa morna do meio dia
Enquanto eu prossigo
A caminhada que me propus
Dança comigo a quietude
E o silêncio neste meio dia
De ainda te abraçar.
Paula Raposo - Fevereiro de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Até já
Eu sei que já disse algo semelhante : várias vezes, de diversas maneiras....e até me rio com isso. Quando??? Desde 2006 que ando a dizer a mesma coisa.
Sou assim: imprevisível. Quem gosta , gosta. Quem não gosta assim muito, faz favor, não faz falta...desculpem.
Não penso (!) voltar a escrever poesia. Isto é, nem prosa (que nunca soube escrever...). Não escreverei nada mais (claro), a não ser o meu 6º livro que está pronto ( há uns 6 meses!) à espera que haja uma alma que o edite....
Arrumo aqui as minhas botas.
Foi um prazer conhecê-los.
Até sempre.
Numa outra dimensão. Quem sabe?!
Sou assim: imprevisível. Quem gosta , gosta. Quem não gosta assim muito, faz favor, não faz falta...desculpem.
Não penso (!) voltar a escrever poesia. Isto é, nem prosa (que nunca soube escrever...). Não escreverei nada mais (claro), a não ser o meu 6º livro que está pronto ( há uns 6 meses!) à espera que haja uma alma que o edite....
Arrumo aqui as minhas botas.
Foi um prazer conhecê-los.
Até sempre.
Numa outra dimensão. Quem sabe?!
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A tua falta
A minha última homenagem prestada hoje ao meu Amigo José Paula falecido subitamente dia 1.
Magnificamente lido pela tua sobrinha e que te acompanhará sempre.
Lá onde quer que estejas que tenhas a Paz que mereces.
Fazes-me falta
Como a chuva em tempo de seca
Como o sol em tempo nublado
Como uma onda do mar
No beijo terno da areia
Fazes-me falta
Saber que pensas em mim
Que tens saudades
Saber que te faço falta
Como as mãos que te tocam
As palavras que tenho que dizer
Como o meu olhar que não te deixa
Fazemo-nos falta
Na voz que oiço sempre
No carinho que nos damos
Como em pensamento
Esse mar que me envolve
Como a falta que me fazes
Todos os dias todas as noites
Que nos precisamos
Como a paixão que não acaba
Nesta tanta falta que nos fazemos.
Magnificamente lido pela tua sobrinha e que te acompanhará sempre.
Lá onde quer que estejas que tenhas a Paz que mereces.
Fazes-me falta
Como a chuva em tempo de seca
Como o sol em tempo nublado
Como uma onda do mar
No beijo terno da areia
Fazes-me falta
Saber que pensas em mim
Que tens saudades
Saber que te faço falta
Como as mãos que te tocam
As palavras que tenho que dizer
Como o meu olhar que não te deixa
Fazemo-nos falta
Na voz que oiço sempre
No carinho que nos damos
Como em pensamento
Esse mar que me envolve
Como a falta que me fazes
Todos os dias todas as noites
Que nos precisamos
Como a paixão que não acaba
Nesta tanta falta que nos fazemos.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Reencontro
Chove pedra.
A pedra dissolve-se
na calçada.
Eu desapareço
em lapsos
como uma desmarcação
de não vida:
e fico pó
e adormeço de novo
no seio quente
de minha mãe.
Sou chuva.
Um reencontro de amor.
A pedra dissolve-se
na calçada.
Eu desapareço
em lapsos
como uma desmarcação
de não vida:
e fico pó
e adormeço de novo
no seio quente
de minha mãe.
Sou chuva.
Um reencontro de amor.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Átomo
Não sei representar
o voo das gaivotas
nem o barulho do mar bravo
- aqui à minha beira -
sumptuoso e alucinante
como a majestosa
inevitabilidade
de um átomo.
o voo das gaivotas
nem o barulho do mar bravo
- aqui à minha beira -
sumptuoso e alucinante
como a majestosa
inevitabilidade
de um átomo.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Anseio breve
Do teu sorriso
guardo a fome
que não saciei;
das tuas palavras
não guardo
o significado,
por não o entender.
Guardo - se quiser -
a liberdade de ser eu,
nas dúvidas que não exibi;
porque na voz
do teu sorriso,
perdi - mais uma vez -
a luz que sempre anseio.
guardo a fome
que não saciei;
das tuas palavras
não guardo
o significado,
por não o entender.
Guardo - se quiser -
a liberdade de ser eu,
nas dúvidas que não exibi;
porque na voz
do teu sorriso,
perdi - mais uma vez -
a luz que sempre anseio.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Fala-me de amor
Fala-me de amor ao som deste mar calmo, na música não apercebida, na carícia que desejamos.
Fala-me de amor mesmo que não façam sentido as palavras levadas pela maré, elas entranham-se mesmo assim, no tacto que os dedos libertam.
Fala-me de amor como se nada fosse, sem importância - que interessa isso - se o sol diz bom dia.
Fala-me de amor a qualquer hora.
Fala-me de amor mesmo que não façam sentido as palavras levadas pela maré, elas entranham-se mesmo assim, no tacto que os dedos libertam.
Fala-me de amor como se nada fosse, sem importância - que interessa isso - se o sol diz bom dia.
Fala-me de amor a qualquer hora.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Restos
Fica sempre a mágoa
em qualquer partida
-mesmo agora-
que não se deseja;
não sobra o elementar,
e restam restos
de nada.
em qualquer partida
-mesmo agora-
que não se deseja;
não sobra o elementar,
e restam restos
de nada.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Única tristeza
Não sei quem és
nem o que fazes aqui:
o vento já me deixou
e a chuva só brinca
na areia - por enquanto -
deixando um sulco
redondo de surpresa.
Não sei porque vieste.
E quem és tu?
Trazes-me algo de novo:
algo que me surpreenda?
Talvez. Só a tua presença
é um facto imenso
de uma única tristeza.
nem o que fazes aqui:
o vento já me deixou
e a chuva só brinca
na areia - por enquanto -
deixando um sulco
redondo de surpresa.
Não sei porque vieste.
E quem és tu?
Trazes-me algo de novo:
algo que me surpreenda?
Talvez. Só a tua presença
é um facto imenso
de uma única tristeza.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
(Di)vagar
Vagar.
Um muito lento vagar.
Uma calma inusitada.
Um estranho golpear.
Uma imensa ternura.
Vagar de ti,
vagar de mim,
a substituição
abrupta e vaga
do divagar em nós.
Um muito lento vagar.
Uma calma inusitada.
Um estranho golpear.
Uma imensa ternura.
Vagar de ti,
vagar de mim,
a substituição
abrupta e vaga
do divagar em nós.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Pertinente
Tenho que voltar
para poder entender-te
e isso não é fácil.
Vou voltar neste dia
quando o sol se puser
e eu ainda tiver
uma ideia remota do amor.
Mas tenho que voltar;
para - pelo menos -
te reencontrar:
um dia de loucura,
uma voz na minha
e eu nos teus beijos.
Pertinente: não sou.
para poder entender-te
e isso não é fácil.
Vou voltar neste dia
quando o sol se puser
e eu ainda tiver
uma ideia remota do amor.
Mas tenho que voltar;
para - pelo menos -
te reencontrar:
um dia de loucura,
uma voz na minha
e eu nos teus beijos.
Pertinente: não sou.
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