sábado, 19 de fevereiro de 2011

Única tristeza

Não sei quem és
nem o que fazes aqui:
o vento já me deixou
e a chuva só brinca
na areia - por enquanto -
deixando um sulco
redondo de surpresa.

Não sei porque vieste.
E quem és tu?
Trazes-me algo de novo:
algo que me surpreenda?

Talvez. Só a tua presença
é um facto imenso
de uma única tristeza.

12 comentários:

Conceição disse...

Olá amiga!

Os teus poemas estão deliciosos como sempre e eu como sempre não tenho tido tempo para te visitar aqui e cada vez menos com o curso que estou a gostar muito, levando-me por caminhos diferentes...Beijinhos

mfc disse...

Os dias amargos acabam por voltar...
Um abraço

Mona Lisa disse...

Olá Paula


A dor em poema!

Beijos.

Eduardo Aleixo disse...

Gostei muito do poema (di) vagar. É cantante. Nem é triste nem alegre. Tem a doçura das ondinhas nas tardes calmas.
Este, o desta postagem, acho-o triste. E é salvo na sua parte final, porque és poeta que sabes das palavras e elas de ti.
Bom Domingo.

wind disse...

Aconchegante.
Beijos

maria carvalhosa disse...

Triste, mas belo. Gosto, talvez porque encontro sempre beleza na amargura. E assim sobrevivo.
Beijo.

Viajantis disse...

...."um sulco redondo de surpresa"....muito bom!

Mar Arável disse...

Não existem poemas tristes

existem poemas

Bj

disse...

"Talvez. Só a tua presença
é um facto imenso
de uma única tristeza."

Maravilha...que conteúdo!!!

Gosto do teu poetar.

Graça Pires disse...

A tristeza e a beleza de um poema. Há alguém à entrada dos teus sonhos...
Um beijo, Paula.

© Piedade Araújo Sol disse...

algo nostalgico, mas sempre com o teu estilo.

beij

José Carlos Moutinho disse...

A tua poesia tem "miolo" belíssimo.
Gosto.