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... A Declaração Universal dos Direitos Humanos cumpre 60 anos de vida.
Os Direitos Humanos devem ser um direito de Humanos Direitos...
Este post é copiado integralmente do Viajantis, porque concordo com ele.
Enquanto o arrepio
mantiver o teu corpo quente
e as palavras
prosseguirem
o seu trajecto de luz,
eu permanecerei
o som nos teus olhos
e serei
a música inalterada
dos teus poemas
de amor...
Foi bonito o momento.
Sem conseguir exprimir o momento inicial proporcionado pelo António e pela Ilda Oliveira, ao ouvir cantado e musicado o meu poema 'intemporal' publicado no livro 'canela e erva doce', porque as emoções não têm modo de se explicarem. Nada acontece por acaso, Ilda, é verdade.
As fotos que vi estão publicadas no blog do Jorge Castro.
Como escrevi em várias dedicatórias ' que as palavras nunca morram em nós'!Foto tirada do Orca
Que dizer do tempo
hesitante de um poema
ou da forma magoada
de o escrever,
que dizer da voz
decidida do Poeta
ou do modo alterado
de o falar
e de o cantar,
que dizer de mim
e de ti
na noite de todos os poemas
dentro do tempo
dito de nós.Foto repetida: Viajantis
Depois de amanhã será a apresentação em Lisboa do '22 olhares sobre 12 palavras', na Livraria Barata na Av.de Roma, pelas 19h30.
Estão todos convidados, obviamente.
Até lá.
O meu último livro de 'cordel' da Apenas Livros.
Quarenta poemas escritos com alma. Coração. Inspirados? Sim. Claro. Nem faria sentido se não fosse assim. Tal como o 'canela e erva doce'.
Agradeço a todos os que me têm apoiado nestes mais de 3 anos de blogosfera.
Obrigada.
A palavra abre-se
no grito
e fecha-se
no silêncio
como se fosse
a noite diferente
e pega-se na caneta
e escreve-se
desenha-se
ama-se
e perde-se
solitária
rotunda
em volta de si mesma.
A lua cheia de mistério
envolve-nos a noite de côr
e é o verde dos meus olhos
que arde nas tuas mãos
pousadas sobre o papel
e é a tinta escolhida por ti
que me marca os sentidos
na tela...Foto repetida: Viajantis
Desenhas-me a grafite
no teu corpo
e o desenho torna-se
aguarela intempestiva
tornado e apoteose
e o simples líquido
da paixão
e todas as cores do arco-íris
de nós
que sobrevoam o mar
e se deitam
num louco gotejar de aromas...Foto: Viajantis
Ontem.
22 Novembro de 2008.
22 olhares sobre 12 palavras.
Um livro belíssimo.
Como podemos falar...tanto e tão diferente.
Emoção. Sentimento. A vida.
Porque vale a pena estar aqui.
Para ver o slide show visita o http://22olhares.blogspot.com.
Vale a pena.
Só não aparecem as lágrimas e o gozo de conhecer em pessoa quem não se conhecia.
Obrigada.
São todos bem vindos a esta 1ª apresentação do nosso livro.
Em Lisboa será dia 5 de Dezembro às 19h30 na Livraria Barata, Av.de Roma.
Mais perto da data colocarei aqui o respectivo convite.
A voz permanece
num ponto imaginário
como se entre mim
e ti não existisse espaço
e o tempo não fizesse
a mínima diferença.
O sorriso obliqua-se
como que querendo
transgredir
o não espaço que
existe entre nós
e abafa-me
a certeza
incontornável
da tua morte,
quando a espuma do mar
me cala a saudade.Foto repetida: Viajantis
Este Verão nevou.
Quando cheguei
já a neve derretia
nas calçadas
e disseram-me
que tinha nevado
muitos dias e noites
e que fazia muito frio
na rua.
As lareiras em casa
mantiveram os ambientes
aquecidos
enquanto nevava
não se sabe porquê
mas nevou este Verão!
O Verão do meu regresso.
Puro engano.
Erro de cálculo.
Aritmética, álgebra
ou matemática.
Provável desígnio,
intenção não calculada,
falhas em todo o sistema.
Incalculável absurdo,
o disparate unilateral
do ser humano.
Erro de cálculo.
Miopia,
falta de perspicácia.
Assim se deitam
as noite mal dormidas
e acordam
os dias mal sonhados.Foto: Viajantis
Quero lá saber
se as palavras
se digladiam,
se se matam,
ou se transformam,
eu quero lá saber
o que lhes acontece.
Quero que as palavras
façam o que bem
entenderem,
seja lá o que seja,
as palavras
que se metam
em confusões
ou se traiam,
eu não quero saber.
Seja lá o que elas façam,
eu nunca as poderei cantar.
E muito menos
as saberei ver.Foto: Viajantis
Esquecer pode ser omitir
ou perder a sensibilidade,
esquecer-se pode ser
meditar nalguma coisa,
abstraindo tudo o resto
e como lembrar
é recordar-se,
sugerir ou vir à memória,
eu omito a tua presença,
perco a faculdade
de sentir,
lembro-me e esqueço
medito e abstraio-me
de ti,
deixando o verbo
para outra altura,
quando lembrar
fôr esquecer...Foto: Viajantis
Entrei e fechei a porta.
Se tocarem,
não atendo.
Ninguém entra.
Chega de querer
impossíveis,
de percorrer
imensos corredores
de um lado ao outro
e gastar o soalho
com o meu peso...
Basta de escuridão,
agora mereço
um pouco de luz!Foto: Viajantis
Estas folhas foram-me oferecidas esta manhã pela minha querida Amiga Maria Clarinda que além de escrever também fotografa maravilhosamente...
Muito obrigada.
Com este gesto mostras-me que a Amizade existe.
Gosto de escrever poemas pequenos, sintéticos.
Desta vez, não foi assim e gostei muito de o escrever.Às vezes perco-me
nas consoantes
e apaixono-me perdidamente
por vogais
que se entrelaçam
no bico do lápis
e desarrumam
as linhas
do pensamento.
Outras vezes
convoco os verbos
e derrubo as preposições
acalmando os ânimos
das mãos
e espalhando os estilhaços
da irregularidade.
De vez em quando
os adjectivos
não comparecem
e os advérbios
foram ver o mar
e apagá-los é simples
mas doloroso
e portanto eu às vezes
escrevo e não escrevo
e finjo que me perco
e não convoco,
não acalmo
e não apanho os fragmentos
das palavras mortas.
Também não compareço
porque talvez tenha
ido ver o mar
e apago uma a uma
as surdas sensações
de escrever o desatino
e deslizo no impulso
de momentaneamente
perder o olfacto
do poema...Foto: Viajantis
Falar de amor é monótono.
Escrevê-lo é perder tempo.
Perco tempo.
Monotonia.
Falar de ti é falar de amor.
Escrever-te é perder tempo.
Perco tempo.
Falo de amor.
É monótono falar de ti.
Escrever àcerca de ti
é uma perda de tempo.
Eu escrevo sobre ti.
Monotonia.
Eu falo-te de amor.
Eu escrevo-te com amor.
Perdemos tempo.
Somos monótonos
e falamos e escrevemos
e é de amor que o tempo
se perde...
em monotonia.Foto: Viajantis