quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Espaço


A voz permanece
num ponto imaginário
como se entre mim
e ti não existisse espaço
e o tempo não fizesse
a mínima diferença.

O sorriso obliqua-se
como que querendo
transgredir
o não espaço que
existe entre nós
e abafa-me
a certeza
incontornável
da tua morte,
quando a espuma do mar
me cala a saudade.


Foto repetida: Viajantis

7 comentários:

Viajantis disse...

Por vezes a unica forma de matar a saude é a lembrança....bonito!

Amaral disse...

Parece mesmo que o espaço e o tempo apenas tomam certa importância nesta nossa vidinha por aqui...
A espuma do mar? Um sorriso... uma saudade...

Eduardo Aleixo disse...

Bom poema, Paula. Bj. EA

Mariazita disse...

O tempo e o espaço não contam, quando existe a lembrança.
Linda, a imagem da espuma do mar calando a saudade!
Beijinhos
Mariazita

Mariazita disse...

O tempo e o espaço não contam quano existem lembranças.
A "imagem" da espuma calando a saudade é linda!
Belo poema. Parabéns.
Beijinhos
Mariazita

Isabel-F. disse...

já tinha saudades de te ler ...


lindo o teu poema ... como sempre


beijinhos e bom fim de semana

A. João Soares disse...

Querida Paula,
Somos corpo e espírito (psíquico). O corpo, como matéria que é, fenece e transforma-se em pó, mas o espírito é eterno, indiferente às leis do espaço e do tempo.
Lembranças e recordações são pensamentos, expressões do espírito, que não são limitadas nem por espaço nem por tempo.
Beijos
João