É o dia novo
que de novo se renova
e, em nova claridade
de novo se encontra,
bastando-se de novo
a uma nova verdade,
renovada em pleno
no novo dia...
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Praia
Caminhando ao longo
da praia deserta,
a dimensão é mais deslumbrante,
mais perfeita,
mais aconchegante
e mais inteira.
Passeando sobre a espuma
sinto a água latejante,
menos desértica,
menos imperfeita
e menos solitária.
Percorro-me como há milhares de anos,
tocando-me os sentidos,
colocando-me imagens
límpidas de amor,
olhando-me pela primeira vez,
como a perfeição
de alguma praia deserta.
Caminho passeando o percurso,
como percorrendo o passeio
do caminho,
entre o mar e areia,
a espuma e a imensidão.
da praia deserta,
a dimensão é mais deslumbrante,
mais perfeita,
mais aconchegante
e mais inteira.
Passeando sobre a espuma
sinto a água latejante,
menos desértica,
menos imperfeita
e menos solitária.
Percorro-me como há milhares de anos,
tocando-me os sentidos,
colocando-me imagens
límpidas de amor,
olhando-me pela primeira vez,
como a perfeição
de alguma praia deserta.
Caminho passeando o percurso,
como percorrendo o passeio
do caminho,
entre o mar e areia,
a espuma e a imensidão.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Este brilho
Como querendo deitar
a vida num leito
de esperança,
as palavras vão voando
no espaço encantado
de mil olhares
perplexos e vagos
e, derramam-se
na areia da minha praia,
humedecendo
clarões de madrugada
com o brilho da noite.
a vida num leito
de esperança,
as palavras vão voando
no espaço encantado
de mil olhares
perplexos e vagos
e, derramam-se
na areia da minha praia,
humedecendo
clarões de madrugada
com o brilho da noite.
domingo, 23 de dezembro de 2007
Claridade
Claramente
a transparência
clarifica em clareza
a clara nudez
e, em nus claramente
claros
vozes carentes
como transparentes
claridades...
a transparência
clarifica em clareza
a clara nudez
e, em nus claramente
claros
vozes carentes
como transparentes
claridades...
sábado, 22 de dezembro de 2007
Felicidade
Muito teria a dizer
e a escrever...
calo-me e, por breves instantes
talvez,
algures, a felicidade
possa encontrar-nos...
e a escrever...
calo-me e, por breves instantes
talvez,
algures, a felicidade
possa encontrar-nos...
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Grávida
Grávida de sonhos
em momentos inesquecíveis
rebentando as águas
nas madrugadas
doridas e simples
de um sonho nascido.
em momentos inesquecíveis
rebentando as águas
nas madrugadas
doridas e simples
de um sonho nascido.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Mulher

Que o tempo se mantenha
e te revejas nos caracóis louros
e nos olhos azuis
e possas perguntar
e obter as respostas,
que o tempo no desenho
seja o tempo
da permanência
e o sonho não seja vão
e que os olhos
questionem sempre
as respostas que ainda não tens.
O desenho é do António que me perdoe a ousadia de o publicar, sem autorização prévia...
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Baú
Procuro nos confins
da memória a música
que gravada permanece
ainda
nos meus ouvidos
dentro de um enorme baú
de recordações.
Tristemente adormecido
a cinza que resta
abraça-me a todo o momento
e a cinza que me abraça
deixa-me a música
gravada para que eu
não a esqueça
jamais.
Porque sei que nos encontraremos um dia e que tu ainda lês o que escrevo, eu continuo a escrever...
da memória a música
que gravada permanece
ainda
nos meus ouvidos
dentro de um enorme baú
de recordações.
Tristemente adormecido
a cinza que resta
abraça-me a todo o momento
e a cinza que me abraça
deixa-me a música
gravada para que eu
não a esqueça
jamais.
Porque sei que nos encontraremos um dia e que tu ainda lês o que escrevo, eu continuo a escrever...
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Os ralos das piscinas

No blog da Flavia são relatados o perigo dos ralos das piscinas, o coma da menina e como a justiça é tão lenta.
A solidariedade da blogagem colectiva é uma chamada de atenção e uma força para a família.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Tourada

Hoje, mais que actual, fica o poema do José Carlos Ary dos Santos, escrito em finais de 1972 e interpretado por Fernando Tordo no Festival da Canção em 1973, ganhando o 1º prémio.
Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.
Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.
Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.
Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.
Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.
Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.
Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.
Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...
Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro aos milhões.
E diz o inteligente
que acabaram as canções.
A foto que escolhi foi tirada do bitaites.org
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Art & Design
Quando a voz
se me embarga
não é o riso
é a ternura
que marca o momento.
As palavras calam-se
porque a voz não
consegue soar,
porque os gestos
tocam-me o coração.
Para a Isabel Filipe que me dedicou o post de hoje, com o poema que eu escrevi para Vermoim.
Um obrigada muito grande pela sensibilidade que ainda existe.
se me embarga
não é o riso
é a ternura
que marca o momento.
As palavras calam-se
porque a voz não
consegue soar,
porque os gestos
tocam-me o coração.
Para a Isabel Filipe que me dedicou o post de hoje, com o poema que eu escrevi para Vermoim.
Um obrigada muito grande pela sensibilidade que ainda existe.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Escuto-te
Na paragem
de um tempo olvidado
não deixo de ouvir
o amanhecer
de um sorriso,
não deixo de ouvir
o silêncio
de uma voz.
Escuto-te...
de um tempo olvidado
não deixo de ouvir
o amanhecer
de um sorriso,
não deixo de ouvir
o silêncio
de uma voz.
Escuto-te...
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Gosto de ti
Sabes que gosto de ti?
Já to disse?! Disse?
devo ter dito...
e tu não entendeste,
equivocaste-te
no dia e o dia
adormeceu
e a noite...
Sabes que eu gosto de ti
e que to disse
e que devo ter dito
e tu entendeste
e equivocaste-te
e naquele dia
em que eu te declarei
o quanto te amava
tu te perdeste
e na penumbra
inexistente
tu morreste
mais um pouco.
Não para mim. Isso não.
Eu gosto sempre de ti.
Já to disse?! Disse?
devo ter dito...
e tu não entendeste,
equivocaste-te
no dia e o dia
adormeceu
e a noite...
Sabes que eu gosto de ti
e que to disse
e que devo ter dito
e tu entendeste
e equivocaste-te
e naquele dia
em que eu te declarei
o quanto te amava
tu te perdeste
e na penumbra
inexistente
tu morreste
mais um pouco.
Não para mim. Isso não.
Eu gosto sempre de ti.
sábado, 8 de dezembro de 2007
CONVITE- I ANTOLOGIA DE POETAS LUSÓFONOS

A Folheto Edições & Design com a colaboração do Elos Clube de Leiria têm o prazer de convidar V.Exa. e Família para o lançamento do livro I Antologia de Poetas Lusófonos.
Com a participação de 81 Poetas de 9 Países e 244 Poemas, esta obra, com o objectivo de promover a Língua Portuguesa, será apresentada por Arménio Vasconcelos, Presidente do Elos Clube de Leiria, e Adélio Amaro, Coordenador Editorial.
A sessão de apresentação terá lugar no Auditório da Região de Turismo Leiria/Fátima, Leiria, Portugal, no dia 15 de Dezembro de 2007, pelas 16 horas.
Haverá um momento de poesia com a participação de vários poetas e ainda um momento musical com composições e direcção do Maestro Vicente Narciso e vozes de Dina Malheiros, Genealda Sousa e Lucília Narciso.
Resta-me informar de que faço parte desta Antologia, com 5 poemas.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Uma história
Posso ser os olhos
os ouvidos a boca
e o olfacto
a mão que escreve
e tactear
e transmitir a outros
uma felicidade
que eu própria
talvez não consiga
sentir mais...
Porque colocaste um magnífico post, António,ontem dia 6, com o título 'Dá que pensar!', te dedico estas palavras.
os ouvidos a boca
e o olfacto
a mão que escreve
e tactear
e transmitir a outros
uma felicidade
que eu própria
talvez não consiga
sentir mais...
Porque colocaste um magnífico post, António,ontem dia 6, com o título 'Dá que pensar!', te dedico estas palavras.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Delírio
Não existe limite
à imaginação
delirante
o tempo é exíguo
mas os sonhos
prosseguem
a sua marcha
inesgotável
abrindo brechas
no fantástico.
à imaginação
delirante
o tempo é exíguo
mas os sonhos
prosseguem
a sua marcha
inesgotável
abrindo brechas
no fantástico.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Noite de Poesia em Vermoim
No passado sábado, dia 1, mais uma Noite de Poesia em Vermoim, onde ainda não pude estar presente.
O tema foi É Sempre Natal No Peito e o José Gomes teve a gentileza de ler as palavras que eu enviei, o que lhe agradeço com um grande abraço de Amizade.
SEMPRE
De braços abertos
as mãos voltadas
para o Natal
que no peito
sempre permanece.
De mãos abertas
coração sorrindo
para que no peito
o Natal sempre
inspire a nossa voz.
De coração aberto
lágrimas e sorrisos
tempos de festejar
o poder ser sempre
Natal no nosso peito.
O tema foi É Sempre Natal No Peito e o José Gomes teve a gentileza de ler as palavras que eu enviei, o que lhe agradeço com um grande abraço de Amizade.
SEMPRE
De braços abertos
as mãos voltadas
para o Natal
que no peito
sempre permanece.
De mãos abertas
coração sorrindo
para que no peito
o Natal sempre
inspire a nossa voz.
De coração aberto
lágrimas e sorrisos
tempos de festejar
o poder ser sempre
Natal no nosso peito.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Barro
De barro
e o molde perfeito
figuras minuciosas
de vários vagares
enquanto
(os pés não desmoronam)
a história faz-se
conta-se e reconta-se
e o barro endurece
e num entretanto
desfaz-se
e o pó cheira o acre
de pesadelo
e desmorona-se
perdida a forma.
e o molde perfeito
figuras minuciosas
de vários vagares
enquanto
(os pés não desmoronam)
a história faz-se
conta-se e reconta-se
e o barro endurece
e num entretanto
desfaz-se
e o pó cheira o acre
de pesadelo
e desmorona-se
perdida a forma.
Petição em prol das crianças vítimas de abusos
No blog da Isabel encontra-se a petição para ser assinada.
Já estão 793 assinaturas.
Conto com as vossas.
Já estão 793 assinaturas.
Conto com as vossas.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Sonhos
Quando sonho
os sonhos
que não durmo
acordada sonho
os sonhos
e quando adormecida
sonho que os sonhos
são os sonhos
que sonho
e durmo
e acordo
e não acordo
e não durmo
quando sonho
os sonhos
e acordada
sonho que sonhos são.
os sonhos
que não durmo
acordada sonho
os sonhos
e quando adormecida
sonho que os sonhos
são os sonhos
que sonho
e durmo
e acordo
e não acordo
e não durmo
quando sonho
os sonhos
e acordada
sonho que sonhos são.
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