quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Praia

Caminhando ao longo
da praia deserta,
a dimensão é mais deslumbrante,
mais perfeita,
mais aconchegante
e mais inteira.

Passeando sobre a espuma
sinto a água latejante,
menos desértica,
menos imperfeita
e menos solitária.

Percorro-me como há milhares de anos,
tocando-me os sentidos,
colocando-me imagens
límpidas de amor,
olhando-me pela primeira vez,
como a perfeição
de alguma praia deserta.

Caminho passeando o percurso,
como percorrendo o passeio
do caminho,
entre o mar e areia,
a espuma e a imensidão.

7 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Excelente poema cara amiga.
Gostei das imagens que criaste, do ritmo e da musicalidade do poema.
Boa semana, beijinhos.

wind disse...

Gostei e está bonito, leve:)
Beijos

Antonio Sabão disse...

Belo poema!
beijos

MARTA disse...

Quem não gosta de passear numa praia deserta? Encontrar caminhos, respostas, viver..enfim...
Lindo como sempre....
Obrigada pela visita...
Até já...
Beijos e abraços
Marta

Teresa David disse...

também ontem me passeei junto á praia antes da tempestade que a meio do dia se abateu, tentando esquecer este Natal que nada de bom me trouxe!
E no teu belo poema resenti o que ontem me povoava!
Muitos Beijos
TD

A. João Soares disse...

Nada sei de poesia e sou incapaz de versejar, mas sinto muito bem os sentimentos de quem calcurreia há milhares de anos a senda para a perfeição, Desde Adão que me deleito com a beleza das margens da picada e me sinto feliz com a perfeição, a paz, a harmonia, o amor, a companhia, o calor humano, vividos na imensidão deslumbrante da Natureza. reincarnação após reincarnação o meu ser rodopia em volutas de prazer ao observar as coisas naturais, a simplicidade da terra e do mar, apesar de seres que se dizem racionais procurarem estragar tudo, apenas para um prazer efémero de poucos segundos, dias ou anos, que nada são ao lado da eternidade, da imensidão do tempo.
Beijos com votos de um Bom Ano 2008

No blog Do Miradouro há novos artigos todos os dias

peciscas disse...

Quando nos reunimos com a Natureza no seu estado mais original, reencontramo-nos.