Pássaro de canto
suave à beira do telhado
ecoa junto à falésia
abrupta e solarenga
e a tua voz deixa no ar
um trinado feliz
como beijos de amor
como abraços sem fim
longos e de cores fortes
e tão potentes de amor
que escuto deste lado.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Breve esclarecimento
Aos amigos que comentam, informo de que só tenho acesso ao computador durante a manhã e princípio da tarde(durante a semana), só podendo publicar os comentários no dia seguinte. Obrigada pela compreensão.
terça-feira, 11 de março de 2008
De manhã
Bebo-te o sorriso
em cálices de doce licor
nacarado
e trinco os teus mamilos
na perfeita conjunção
de um vai e vem
sem fim
até saber adormecer
nos teus braços
no gozo permanente
de cálices e mamilos
sexo e vida...
em cálices de doce licor
nacarado
e trinco os teus mamilos
na perfeita conjunção
de um vai e vem
sem fim
até saber adormecer
nos teus braços
no gozo permanente
de cálices e mamilos
sexo e vida...
segunda-feira, 10 de março de 2008
Esta é a minha voz
Cessou a tempestade
sem que desse conta
do naufrágio em que submergia
a minha vida ao longe
em que afundava os sonhos
alimentados de cores
e de repente divididos
e vazios enfiados
na tempestade a que o mar
me sucumbia.
Um final feliz neste sarcasmo
ainda não inútil.
sem que desse conta
do naufrágio em que submergia
a minha vida ao longe
em que afundava os sonhos
alimentados de cores
e de repente divididos
e vazios enfiados
na tempestade a que o mar
me sucumbia.
Um final feliz neste sarcasmo
ainda não inútil.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Pele
Como se fosse uma carícia
uma suave ternura na pele
dos teus dedos em mim
do teu corpo junto ao meu
sinto como se fosse
uma pétala rosada
uma carícia que me arrepia
e me enche os cinco sentidos
de paixão de calor
emoções e contradições
desvarios e entregas
as carícias que eu sinto
como se a pele se rasgasse...
uma suave ternura na pele
dos teus dedos em mim
do teu corpo junto ao meu
sinto como se fosse
uma pétala rosada
uma carícia que me arrepia
e me enche os cinco sentidos
de paixão de calor
emoções e contradições
desvarios e entregas
as carícias que eu sinto
como se a pele se rasgasse...
quinta-feira, 6 de março de 2008
5 emoções
Ontem, ao ler o blog do meu Amigo em que ele descreve as suas 5 maiores emoções, fiquei tentada a dizer algumas das minhas, que aqui vão. Poderiam ser outras...
O nascimento dos meus 3 filhos.
A entrada para a Faculdade sem nunca ter reprovado.
A entrada para o Banco, sem cunhas.
A morte da minha Avó materna.
A edição do meu 1º livro (prosa) em 2001 e a do 2º(poesia) em 2006.
O nascimento dos meus 3 filhos.
A entrada para a Faculdade sem nunca ter reprovado.
A entrada para o Banco, sem cunhas.
A morte da minha Avó materna.
A edição do meu 1º livro (prosa) em 2001 e a do 2º(poesia) em 2006.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Pai
Lembras-te dos piparotes
e quanto a Mãe se enervava?
Uma mãozinha tão pequena
e os teus dedos enormes
a magoarem-me?
Lembras-te, Pai?
Benditos piparotes
sempre certeiros,
honestos e claros
nas minhas mãos de criança.
Com eles aprendi
o que tu me ensinaste
e com eles viverei
para sempre,
num amor infinito.
Este texto já foi escrito há algum tempo, mas senti necessidade de o colocar aqui, já que a saúde do meu Pai não está lá grande coisa...
e quanto a Mãe se enervava?
Uma mãozinha tão pequena
e os teus dedos enormes
a magoarem-me?
Lembras-te, Pai?
Benditos piparotes
sempre certeiros,
honestos e claros
nas minhas mãos de criança.
Com eles aprendi
o que tu me ensinaste
e com eles viverei
para sempre,
num amor infinito.
Este texto já foi escrito há algum tempo, mas senti necessidade de o colocar aqui, já que a saúde do meu Pai não está lá grande coisa...
terça-feira, 4 de março de 2008
Fuga
Perpetua-se a fuga diária
segundos e minutos
horas sem fim fugitiva
nos dias dos anos
que me arrasam assim
como assim desistindo
de querer
ela perpetua-se
tão permanente
e tão loquaz
esta fuga diária
permanente...
segundos e minutos
horas sem fim fugitiva
nos dias dos anos
que me arrasam assim
como assim desistindo
de querer
ela perpetua-se
tão permanente
e tão loquaz
esta fuga diária
permanente...
segunda-feira, 3 de março de 2008
Emoções
A Maria Mamede no passado sábado, leu o meu poema em Vermoim. Obrigada, Maria.
Sinto-as brancas pálidas
de tanto medo incontido
sinto-as rubras
exangues de tanto amor
que contido
incontido se desmancha
das emoções
sinto-as verde mar
salgadas brandas
nos braços incontidos
de pertencer
sinto-as fortes
batendo bátegas
beliscando o meu corpo
nas tuas/minhas
enormes emoções
sentidas.
Sinto-as brancas pálidas
de tanto medo incontido
sinto-as rubras
exangues de tanto amor
que contido
incontido se desmancha
das emoções
sinto-as verde mar
salgadas brandas
nos braços incontidos
de pertencer
sinto-as fortes
batendo bátegas
beliscando o meu corpo
nas tuas/minhas
enormes emoções
sentidas.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Aresta
Fácil limar a aresta
da face oblíqua de um rosto
face ao pôr do sol
por vezes perante
a negação da evidência,
fácil a afirmação
das arestas que perfuram
o olhar e se enterram
boca dentro em silêncio,
deixando-nos sem palavras.
Tão fácil...
da face oblíqua de um rosto
face ao pôr do sol
por vezes perante
a negação da evidência,
fácil a afirmação
das arestas que perfuram
o olhar e se enterram
boca dentro em silêncio,
deixando-nos sem palavras.
Tão fácil...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Só hoje soube do falecimento da Mulher do meu querido Amigo solidarizando-me com ele, no seu luto.
Que tenhas muita coragem.
Que tenhas muita coragem.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Esse dom
Se eu tivesse o dom
especialíssimo de te poder ouvir
sei que já me terias falado
de coisas que eu ainda não sei
e que me terias ralhado
por outras coisas que eu sei
e ao contrário as desmancho.
Já me terias falado de amor
e de tanta coisa que ficou por dizer
desde aquela manhã em que partiste
e me avisaste e eu não percebi.
E porque não tenho o dom de te poder ouvir
nem de perceber o que me avisaste
eu fico à espera que um dia a tua voz
consiga chegar até mim...
especialíssimo de te poder ouvir
sei que já me terias falado
de coisas que eu ainda não sei
e que me terias ralhado
por outras coisas que eu sei
e ao contrário as desmancho.
Já me terias falado de amor
e de tanta coisa que ficou por dizer
desde aquela manhã em que partiste
e me avisaste e eu não percebi.
E porque não tenho o dom de te poder ouvir
nem de perceber o que me avisaste
eu fico à espera que um dia a tua voz
consiga chegar até mim...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Já foi
Já foi perfume
e música partículas
sons deixados ao acaso
no baú ressequido
de memórias.
Agora já nem memórias
restam, nem perfume,
nem baú...
Vieram tornados
e tempestades
e levaram assim tudo
para o nada.
e música partículas
sons deixados ao acaso
no baú ressequido
de memórias.
Agora já nem memórias
restam, nem perfume,
nem baú...
Vieram tornados
e tempestades
e levaram assim tudo
para o nada.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Cheira a romãs acabadas de abrir,
cobertas de açúcar e envoltas
em vinho do Porto,
cheira a infância eterna,
a pessoas que já nos deixaram,
a sentimentos que se desvanecem
sem querermos.
Cheira mesmo a romãs...
Mas, hoje cheira a romãs isso cheira!!
Porque as romãs sou eu e porque eu
não desisto de estar aqui...
cobertas de açúcar e envoltas
em vinho do Porto,
cheira a infância eterna,
a pessoas que já nos deixaram,
a sentimentos que se desvanecem
sem querermos.
Cheira mesmo a romãs...
Mas, hoje cheira a romãs isso cheira!!
Porque as romãs sou eu e porque eu
não desisto de estar aqui...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Assim é
A maré companheira
doce dos teus braços
partiu desafiando
a gravidade
perdeu-se entre as paredes
nuas do quarto
doce dos teus braços
partiu desafiando
a gravidade
perdeu-se entre as paredes
nuas do quarto
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Versos
Sem que o verso
se largue ao vento
na indómita permanência
de partidas,
eu ficarei ausente
em momentos
de versos largados
aos ventos
permanentes refúgios
de muitas palavras
sem significado
muitos segredos
e outras simplicidades,
são estes os versos
que os ventos largarão
algum dia,
indómitos...
se largue ao vento
na indómita permanência
de partidas,
eu ficarei ausente
em momentos
de versos largados
aos ventos
permanentes refúgios
de muitas palavras
sem significado
muitos segredos
e outras simplicidades,
são estes os versos
que os ventos largarão
algum dia,
indómitos...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Dias
Para a Noite de Poesia em Vermoim, no passado sábado, o Zé Gomes teve a gentileza de ler o poema que eu lhe enviei.
Obrigada.
Frios são os dias
que na noite tropeçam
invariavelmente
tolhidos de mágoas
marcados pelos sons
nostálgicos da nudez.
São os dias descoloridos
de esperanças
sem sucesso
sem futuro e sem motivo.
Dias e dias
que sucedem a outros dias.
Deixem-me sonhar
com outros dias
com sabores de frutos maduros
deixem-me que os dias
voltem a ser os meus dias.
Obrigada.
Frios são os dias
que na noite tropeçam
invariavelmente
tolhidos de mágoas
marcados pelos sons
nostálgicos da nudez.
São os dias descoloridos
de esperanças
sem sucesso
sem futuro e sem motivo.
Dias e dias
que sucedem a outros dias.
Deixem-me sonhar
com outros dias
com sabores de frutos maduros
deixem-me que os dias
voltem a ser os meus dias.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Respiro
Respiro uma semibreve
semifusa um contraste
uma pauta sem notas
violinos sem cordas
harpas destruídas pelo tempo
pianos desafinados
e eu respiro
raramente rarefeita
o ar de podridão.
semifusa um contraste
uma pauta sem notas
violinos sem cordas
harpas destruídas pelo tempo
pianos desafinados
e eu respiro
raramente rarefeita
o ar de podridão.
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