sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Aresta

Fácil limar a aresta
da face oblíqua de um rosto
face ao pôr do sol
por vezes perante
a negação da evidência,
fácil a afirmação
das arestas que perfuram
o olhar e se enterram
boca dentro em silêncio,
deixando-nos sem palavras.
Tão fácil...

6 comentários:

wind disse...

Este não sei comentar, sou sincera.
Perco-me no sentido:(
Beijos

peciscas disse...

Às vezes, demasiado fácil, concordo.
Tão fácil, que as arestas voltam a atacar. Sinal de que, afinal, não foram limadas.

A. João Soares disse...

Para quê limar as arestas? Limar, lixar, polir, é ferir uma obra feita, para, com o sofrimento que se lhe causa, preparar uma nova imagem mais agradável à nossa vista. Egoísmo de quem gosta mais da mulher maquilhada, tipo bibelô, mascarada com uma imagem mais favorável à vista, ocultando a verdade da nudez das rugas das estrias, do peito descaído, mas não escondendo a beleza de uma alma por vezes de sabedoria dourada, de santidade radiosa.
A velha luta entre a realidade e a ficção, o virtual, o aparente, a máscara, o faz de conta.
Beijos

João

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poetaeusou . . . disse...

*
há arestas,
" in-limáveis "
,
conchinhas,
,
*

efeneto disse...

Queria ter sido um príncipe
Desencantado de alguém
Queria uma paixão passageira
Um amor delinquente
A total desilusão do depois.
Queria ser o sonho frustrado
O homem errado
Queria não ser o alguém que conquista
Pela palavra bonita.
Queria apenas que o seu fim-de-semana
Fosse aquilo que sonha ser.

Um beijo de amizade.

Graça Pires disse...

É facil ficar sem palavras...