
Tornas-te um inóspito
esconderijo
na montanha,
um arbusto derrubado
pela ventania,
tornas-te palavra
indesejada e
nuvem ameaçadora
e lembras-me
um tecido antigo
traçado
e bafiento
que pernoita
invulgar
e insensível
no baú dos antepassados...
Foto repetida: Viajantis
12 comentários:
Tornar-se um esconderijo
na montanha. Um arbusto derrubado
pela ventania. A palavra
indesejada.... Muita sensibilidade e tristeza neste belo poema Paula.
Um beijo.
Afasta-te desse esconderijo.
Deixa o baú dos antepassados.
Beijos
Olá minha querida Paulinha!
Obrigada pelo teu "Regresso" ao meu cantinho... Fiquei muito feliz.
Já sentia que eras linda e, agora, tive a certeza... a sombra de uma borboleta veio me sussurar ao ouvido coisas lindas sobre ti hihihi...
Fico feliz por começares a descobrir a tua verdadeira essência... E um dos grandes objectivos é fecharmos o nosso passado... Arrumamo-lo num baú e não o abrimos mais. De nada serve ficarmos "presos" ao que já passou... E, igualmente, de nada serve vivermos antecipadamente um futuro que há de vir... Não. É preciso mesmo vivermos o presente, porque este é que é mesmo um "presente", uma oferta do Universo.
Voltarei mais vezes para te deixar mais luzinhas... Gosto muito de todos os teus blog, mas este, de nome romã, diz-me muito... porque "romã" ao contrário é igual a "Amor".
Beijinhos de Amor, Paz e Luz!
A desilusão, desconforto, desalento bem espelhados neste poema de dor e angústia, ou talvez de alívio!
Beijos
João
Que a ventania que derrubou o arbusto, se transforme numa suave brisa a acariciar teu coração.
Um carinhoso abraço.
A traça rompe o tecido e a palavra indesejada pode igualmente causar a ruptura entre quem a ouve e quem a profere...
é melhor prevenir que tais aconteçam!
Bom fim-de-semana
Beijinhos
Quase sempre temos duas possibilidades nestas circunstãncias ou o desprezo e o esquecimento ou o baú das coisas passadas onde, caso mereça, pode vir a ser repescado.
E assim passa para o lado do passado...no bau das memorias que alimentam a ess~encia do que somos hoje.
Concordo com a Wind!
Que baú desacolhedor!...
Uma nuvem ameaçadora traz quase sempre chuvada... Mas uma chuvada é sempre necessária...
Agora... este tecido bafiento...
No baú onde pernoita o passado não devemos mexer ou remexer ...
Temos o hoje.
Vivamo-lo!
talvez venha um amanhã.
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