sábado, 20 de dezembro de 2008

A calma

Calma e silenciosa
passo ao teu lado
e não sentes
a minha presença.

Mudou tanto o tempo
mas o tempo
não me mudou,
sou ainda o que fui
sou a tempestade
de Verão
ou o calor de Inverno
dentro das quatro
paredes de ti.

Passei. Passo.
Mas ainda não te apercebes
de mim.

11 comentários:

LuzdeLua disse...

Senhor,
quero neste Natal
armar uma árvore dentro do meu coração
e nela pendurar,
em vez de presentes,
os nomes de todos os meus amigos.
Os amigos de longe e os de perto.
Os antigos e os mais recentes.
Os que vejo a cada dia e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que as vezes ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes.
Os das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que sem querer magoei ou, sem querer me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles que me são conhecidos apenas pelas aparências.
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo.
Meus amigos humildes e meus amigos importantes.
Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida.
Uma árvore de raízes muito profundas,
para que seus nomes
nunca mais sejam arrancados do meu coração.
De ramos muito extensos,
para que novos nomes,
vindos de todas as partes,
venham juntar-se aos existentes.
De sombra muito agradável,
para que nossa amizade seja um momento de repouso,
nas lutas da vida.

Que o Natal esteja vivo
em cada dia do Ano Novo que se inicia,
para que as luzes e cores da vida
estejam presentes em toda a nossa existência,
e concretizem com a ajuda de Deus,
todos os nossos desejos.

Feliz Natal!
Beijos com carinho

FERNANDA & POEMAS disse...

Querida Paula, belíssimo poema... Gostei!!!
Um Bom Sábado!... Beijinhos de muito carinho,
Fernandinha

A. João Soares disse...

Boa reflexão perante um indiferente, num mundo em que só os grande ruídos (sonoros ou visuais) despertam a atenção. Há dias soube da experiência de um grande jornal americano que contratou o maior violinista do País para se vestir de rapaz vulgar e ir tocar no átrio do Metro o mesmo concerto que tinha dado dias antes na maior sala de Hew York muito concorrido e aplaudido. No Metro as pessoas passavam sem sequer olhar para ele.
Não é a arte e a beleza que conquistam a atenção. Haverá outros incentivos que entram no espírito das pessoas.
O stress da vida real, ignora os verdadeiros valores duradouros que são indestrutível pelas crises financeiras.
Beijos e Feliz Natal
João

wind disse...

Gostei.
Beijos

Mariazita disse...

Um dia vai acontecer...
Sou apologista da calma, da serenidade...por isso acredito!
Belo poema.

Beijinhos
Mariazita

mfc disse...

Por dentro continuamos a ser a criança que sempre gostamos de ter sido.

Ana Martins disse...

Amiga Paula Fantástico!

Feliz Natal,
Beijinhos.

Dad disse...

Caros Bloguistas Amigos
Que costumam visitar-me
E alguns que não me visitam mas a quem eu visito:
Desejo-vos, nada de original
Ou seja:

Um sereno, feliz e completo NATAL
Com todos os condimentos que comporta:
Família à mesa, muitos amigos
Muita felicidade espiritual e, porque não?
Também alguma material
É o que vos desejo
Com um beijo,
Dad

Sonia Schmorantz disse...

Que doces palavras...gosto muito de ler o que escreves.
Um lindo natal para ti.
beijos

Maria Clarinda disse...

Lindoooooo! Jinhos mil

Viajantis disse...

Muito muito triste.... passar sem ser reconhecido....