quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Guerra


Não fazes parte
do que foi nosso
e para mim nada sobra
da sombra mentirosa
do espelho,
nem fica escrito
que te conheci.
Anónimo serás
no vagão
a caminho do nada...


Foto: Viajantis

20 comentários:

Viajantis disse...

...arrumar no bau das recordações...

Pedro Arunca disse...

Quem vai à guerra dá e leva.
E tu não dás tréguas ...à poesia. Qualquer dia chegas a oficial das letras.

Beijo

Pedro

A. João Soares disse...

Querida Paula,
Linda poesia a ensinar que se devem limpar as gavetas. Para quê manter a lembrança de algo desagradável, se isso perturba e impede a verdadeira felicidae de agora.
O destino do que é inútil e nefasto é esse «vagão a caminho do nada». Lindo!
Beijos e Boas Festas
João

© Piedade Araújo Sol disse...

será mesmo?!!

arrumamos, deitamos fora, mas... por vzes algo fica sempre a poeira que se refaz...

beij

Amaral disse...

Também as guerras fazem parte de todos os passados e também do quotidiano...
Anónimos serão os que participaram mas apenas proporcionaram relevância de outro alguém...
O espelho, esse, reflecte sempre uma verdade... e às vezes todos nós o procuramos...

wind disse...

Amargo.
Beijos

Isabel-F. disse...

Oi Paula ...

bolas ... não sei o que me estava a acontecer ...

mas já cá estou ...

belas, como sempre as tuas palavras.

beijinhos
isabel

Carla disse...

anónimos sentires...mas será sempre assim?
beijos

Mariazita disse...

Anónimo a caminho do nada é menos do que nada!
É o arrumar definitivo duma recordação.
Muito bom.

Beijinhos
Mariazita

Sónia Pessoa disse...

que duro!... mas às vezes necessário. Feliz Natal e beijinhos natalícios

Ana Martins disse...

Olá Paula,
gosto da sua poesia!
Sempre muito profunda, com grande significado!

Beijinhos.

Odele Souza disse...

Paula,
Também gosto muito de teus poemas.
Beijos.

Dad disse...

Querida Paula,

Obrigada pelos votos de Natal que retribuo. Espero que o próximo ano possa não ser tão difícil como se teme.

Beijinhos e tudo de bom para ti!

Graça Pires disse...

Neste Natal, deixa que uma estrela te nasça no olhar para que reeencontres os sonhos de criança...
Um beijo Paula.

mfc disse...

Se há sombra, existe algo que a provoca.

Líria disse...

Peço desculpa de só agora agradecer a sua visita ao meu blog, mas tenho tido bastante que estudar.
Muito obrigada por ter ido lá.
Dei uma vista de olhos ao seu blog e gostei muito dos seus poemas.
São todos muito bons.
Espero que me visite mais vezes. Eu voltarei sempre que tiver tempo.
Obrigada e bom Natal.

Bjs
Líria

poetaeusou . . . disse...

*
sentido...
frontal...
,
bjis
,
*

Å®t Øf £övë disse...

Paula,
Na verdade as guerras só nos podem deixar uma enorme sensação de vazio.
Beijinhos.

Maria Clarinda disse...

E por favor deixa ir...deixaquem não tem direito a fazer da tua parte do que é teu...do teuu Eu. Jinhos mil

Flávio Otávio Ferreira disse...

Viver é guerrear consigo mesmo, tendo de desmascarar o passado e colocar um ponto final nas coisas que nos atordoam...
Isso é saber viver; rompendo sempre com o passado à procura de um horizonte acolhedor!

Abraços.
Paz e Poesia!

p.s.: Cheguei aqui através do Pedro S. Martins do Escara Voltaica.