skip to main |
skip to sidebar
Não é que o silêncio
me fatigue,
antes pelo contrário
me anima,
contra a corrente
intempestiva de nada,
o silêncio é o mar
ou a noite
feitos de luz e água
e é o silêncio
que perdura
quando morremos em nós.Foto: Clarinda
Para informação de quem ainda não me conhece, eu não publico comentários anónimos, sejam de que teor forem.
Contudo, publiquei um comentário de desculpas no post anterior.
Espero que este caso fique por aqui.
Em 23 de Abril editei aqui neste blog o meu poema 'Nu'.
A 28 de Abril, usando algumas (muitas...)das minhas palavras, foi composto um texto pelo blog http://notasfrageis.blogspot.com, por um/a tal de Sigurhead.
Se pretende publicidade, pois aqui a tem e como tem os comentários moderados, o mais certo o meu não vai aparecer.
Espero o seu contacto.
Acho que já chega de descaramento!A PESSOA EM QUESTÃO NÃO DEVE TER GOSTADO DE TER SIDO TÃO COMENTADO ESTA MANHÃ, QUE FECHOU O BLOG E SÓ OS CONVIDADOS PODEM LER...
Um fulano que se intitula Hamilton Afonso anda a assinar como sendo seus, poemas meus e do Rogério Simões, nomeadamente um que escrevi para as Noites de Poesia em Vermoim de Fevereiro passado e a transcrever na sua página do hi5.
Até ser desmascarado, não escreverei em blogs.
Se se retratar pedindo desculpa, tudo bem, se não o caminho será o litígio.
Até sempre.
Para voltar aqui
tenho que alinhar as ideias,
mais uma vez,
dispersas de sentido,
tenho que olhar
a solidão como um dado
adquirido
e perder-me mil vezes
no regresso.
Para voltar aqui
é preciso que o mar
se acalme e as flores
renasçam
nas tuas palavras...Foto: Viajantis
Dos teus braços soltam-se
ventos bons e frescos
que dançam nas mãos
alegres silêncios
e me enlaçam
e animam
me devolvem puros
cantos da manhã,
dos teus braços
traçamos perfumes
de sempre
de memórias e saudade.Foto: Clarinda
Daqui subo até à estrela mais bonita
e sorrio doce sussurro
murmúrio de saudade
pranto suave triste de mim
meu beijo impertinente
delicía de romãs
meu rio e vida.Para ti que farias anos hoje.
Diz-me que o beijo
exprime toda a essência
viva e profunda da manhã
e diz-me que me queres
assim planalto e mar
dunas e luz
diz-me do beijo
que sentes de mim.Foto: Thiago G.
Hoje dançam todos os pássaros
e cantam todas as flores,
o mar rejubila
e a lua precipita-se na noite,
hoje é o dia de o coração
se alegrar e dar vivas,
é o dia de estar
e sentir-te em júbilo,
hoje é o dia de festa
e a festa é amar-te...Foto: Viajantis
Se te falar de amor
despida de palavras
que me dirás
da ousadia com que me visto?
Que pensarás
da minha nudez eufórica
ou da metáfora
com que cubro
o âmago de todas as questões?
Talvez te surpreendas
e te cales indeciso,
enquanto folheias
mais que distraído
o jornal desportivo.
Quando me souberes ler
poro a poro,
eu continuarei a falar-te amor,
mas com palavras vestidas
e entrelaçadas,
e só as despirei quando tu
quiseres estar presente,
num rasgo de loucura
tacteando o amor nu...Foto: Viajantis
Hoje desenho um barco
porque me apetece navegar,
mais logo desenho um pássaro
porque me apetece voar
e logo, logo eu desenho um sol
porque me apetece aquecer
e ser a luz deste lado,
quando eu desenho
riscos e riscos, arabescos e sinais
então apetece-me sonhar,
deambular por aí
e perder-me nas pétalas
irisadas de um poema de amor.Foto que não parece... mas tem tudo a ver: Maria Clarinda
Crava no meu peito a ilusão
rainha do meu poema
razão de uma vida
beija e trinca e agradece
eu ser só eu
musa e fantasia
loucura e esperança
e ganha-me todas as flores
que me apetecem.
Devora-me.
Porque eu, lúcida, te amo.Foto: Maria Clarinda
Possivelmente,
alonguei-me um pouco na ideia descabida
de trazer para mim
os livros roubados daquela casa.
A ideia parece genial,
fundamental,
mas quando me alongo nela
e a viro ao contrário
já não me apetece
roubar os livros.
Que só têm capa ilustrada
e lá dentro
estão vazios e cinzentos.
E são invisíveis
as palavras.
Era uma ideia comportamental
e sóbria
mas ao alongá-la demais
só semeei ruínas.Foto: Maria Clarinda.
Obrigada Maria, pelo teu toque magistral!.
Jamais te direi
o que me passa pela cabeça
porque se trata
de um segredo
e os segredos
não se revelam.
Jamais te contarei
das horas e dos anos
que me passam pelo corpo
porque os segredos
guardam-se.
Jamais te falarei
do silêncio,
porque os silêncios
são sonhos
e os sonhos são segredos
e os segredos
não se dizem.
Jamais direi sim
ou não...
porque existem coisas
que se perdem
e que são segredos
e os segredos não morrem.Foto: Maria Clarinda
Deixa-me aninhar
no teu colo côncavo
onde eu te beijo a boca
e a saliva se entranha
nos poros de toda a paixão
líquida do momento.
Porque o teu colo é
um momento
e o meu momento
é o meu convexo de ti.Foto: Maria Clarinda
O vestido era amarelo
e tinha um laço também amarelo,
era bonito de se ver
e muito primaveril
no seu todo.
Pertence ao imaginário
eloquente e sensual
de uma vida de muitas vidas
e fica muito bem
no álbum de fotografias
que está arquivado
no armário do sótão,
cheio de pó e teias de aranha...
Já fizeste parte
de um diário decrépito
e engalfinhado
de amazonas,
arrivistas
e outras personagens
que tais.
Hoje, não pertences
a qualquer lugar
e o teu próprio diário
é a história acabada
de um pobre derrotado!Foto: Maria Clarinda
Este é o barco
que navega
muitos mares
longitudes
plenitudes
âmago
desânimo
alento
e esperança
este é o brando barco verde
que me sulca
me cruza
interpreta
e me devolve
ao cais.Foto: Mário Galante
Fico sem palavras quando a TMara anuncia o meu livro, quando a Odele anuncia o meu livro e transcreve um poema meu, quando a Inês Ramos anuncia o meu livro e transcreve o poema que dá o título ao mesmo, quando a Wind transcreve o poema de abertura do livro, quando o António anuncia o meu livro e grava alguns dos poemas, quando a Elisa Fardilha anuncia o meu livro e transcreve um dos poemas ou quando o José Gomes coloca um poema meu no programa da próxima Noite de Poesia em Vermoim, dia 4 de Abril às 19h30, cujo tema é Tempestade e que aqui segue:
Nasci em Abril.
Faltavam duas horas para terminar
aquele longo dia.
Nasci na tempestade
impetuosa e sofredora,
em mãos carinhosas
sob olhares angustiados
de sofrimento.
Sobrevivemos, eu e a minha Mãe,
adormecida,
e ao nascer intempestiva
trouxe comigo
a tempestade
palpável
do choro.
Era Abril e o calor fugia...Faltam-me as palavras...obrigada a vocês todos.
Pelo vento eu sossego
as ideias,
no vento eu trago
os ideais e para o vento
eu levo as minhas palavras,
sou um pássaro livre
que voa intrépido
e se desilude
e se alegra na vida.
Sem vento também voo
com estas asas de paixão adiada
e também me iludo
e cubro a intemporalidade
num grito de liberdade!Foto: Mário Galante