terça-feira, 21 de abril de 2009

O meu desenho


Hoje desenho um barco
porque me apetece navegar,
mais logo desenho um pássaro
porque me apetece voar
e logo, logo eu desenho um sol
porque me apetece aquecer
e ser a luz deste lado,
quando eu desenho
riscos e riscos, arabescos e sinais
então apetece-me sonhar,
deambular por aí
e perder-me nas pétalas
irisadas de um poema de amor.


Foto que não parece... mas tem tudo a ver: Maria Clarinda

31 comentários:

Maria Clarinda disse...

(...)e logo, logo eu desenho um sol
porque me apetece aquecer
e ser a luz deste lado,


E com a magia das tuas palavras, deste poema que como sempre está maravilhoso, o sol desenhou para ti nesta foto, os raios com que te apetece aqueçer e ser luz deste lado.
Jinhos muitos

Sereia* disse...

Vim ver o desenho e ADOREI as cores!
Os traços do desenho também me fizeram sonhar a mim :)

Acho mesmo que este é dos meus poemas favoritos, Paula.

Deixo a luz desse sol entrar e com ela espero adormecer-me por hoje*

Mona Lisa disse...

(...) então apetece-me sonhar,
deambular por aí...


Paula...adorei o poema!

Revi-me no teu desenhar!

Bjs.

Lisa

Ana Martins disse...

"...deambular por aí
e perder-me nas pétalas
irisadas de um poema de amor."

Perfeito e lindo!

Beijinhos,
Ana Martins

Pedro Arunca disse...

Hoje apanhei o barco da saudade e aportei no teu cais. Tanta coisa bonita que tenho aqui para ler e ver.
Gostei muito do teu desenho.
Beijos

Pedro

Sonia Schmorantz disse...

“Nada há de mais poderoso que uma idéia
Que chegou no tempo certo.”
Victor Hugo

Tenha uma semana maravilhosa.
Abraço

Sônia

Viajantis disse...

e quando sonhas, tambem escreves, e encantas!

vício disse...

não acredito!
tu tens o lapis magico? eu gostava tanto de ver isso no tempo do Vasco Granja!

wind disse...

Lindo!
Beijos

Amaral disse...

É isso, Paula!
Essa é a veia do poeta!
Hoje e amanhã, é certo que a poesia deambula por ares e mares:
E é certo que, quase sempre, se "abandona" num poema de amor, ainda que o seu estado de espírito vagueie por montes e lugares de solidão...

notyet disse...

Claro, tem tudo a ver...
são as curvas da vida
passeios de cada ser
e lá ao fundo, alinhado,
tudo o que foi passado

Carla disse...

e desenhando assim como as palavras...crias vida em ti e em quem te lê
beijos

Fa menor disse...

Ao desenhares desencantas palavras de sonho e lua cheia de amor.

Beijos

António Sabão disse...

Simplesmente LINDO!!!

Beijinhos

tecas disse...

porque hoje apeteceu-me navegar...naveguei neste belo poema, na imagem e na música. Lindo de verdade.
Bji amigo.

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Entre o que vejo e o que digo,
entre o que digo e o que calo,
entre o que calo e o que sonho,
entre o que sonho e o que esqueço,
a poesia.
Desliza entre o sim e o não:
Diz o que calo,
cala o que digo,
sonha o que esqueço.
Não é um dizer: é um fazer.
É um fazer que é um dizer.
A poesia se diz e se ouve: é real.
E, apenas digo é real, se dissipa.
Será assim mais real?

(Octávio Paz – México)

Desejo uma semana iluminada, com muita paz e amor.
Do amigo
Eduardo Poisl

Isa disse...

A imagem tem muito a ver com o poema.Isto no caso de entendermos a
mensagem dele e,olhando a foto,nos deixarmos conduzir por vales,escorregando por relvas...
ouvindo os pássaros. tudo a ver.
Gostei.
Beijo.
isa.

© Piedade Araújo Sol disse...

deambular e "voar" nas letras da tua poesia.

gostei muito.

beij

clanDestino. disse...

Também acho... Que tem tudo a ver.

D.

peciscas disse...

Tu consegues desenhar sonhos nas palavras dos teus poemas.
E nós acompanhamos os teus sonhos porque navegamos, enlevados, nessas palavras.

Eduardo Aleixo disse...

Gosto de te ler.

j. monge disse...

Gostei muito!
Começa com a voz de uma criança e vai sempre em "crescendo", até amadurecer, como uma música. Gosto disso!

A foto é muito boa!

beijo!

Vieira Calado disse...

Está muito bem escrito,

este poema que vem da alma!

É suave e elegante.

Beijinho para si, amiga!

Jaime A. disse...

Poema e imagem lindos, clrao também as imagens das palavras.

Laura disse...

Hoje desenhas um barco, porque te apetece navegar, eu queria um autocarro, para a Lisboa nos levar!... uma carroça que fosse, uma duas rodas e tais, onde nos equilibrassemos, e chegassemos ao fim do caminho, sem danos emocionais... Esperamos a boleia, e entretanto, acredito que os Deuses, conspirarão a nosso favor...
beijinhos e, já faltou mais..laura..gostas de verde alface, daqui nada ponho lá a tal da túnica, acho-a lidissima...laura.

Clotilde S. disse...

Delicado desenho por palavras descrito.

Beijinhos.

Clotilde

jorge vicente disse...

hoje apetece-me a voz
mas o canto não aparece

hoje apetece-me olhar
mas a visão decresce

só resta a escrita
e o abraço que voga
rente aos dedos

jorge vicente

A Senhora disse...

Você desenha com palavras!!! Amei!

Eu não desenho tão bem assim, nem em poema tão iluminado e feliz.

beijos

A.S. disse...

Um desenho que onde a liberdade não tem fronteiras... e as palavras são verdes como o sonho e vermelhas como os cravos!


Beijos...

jawaa disse...

Lindo poema a ilustrar uma felicíssima fotografia na luz e nas sombras.
Beijinho

Mariazita disse...

Apetece-me navegar,
...apetece-me voar,
...apetece-me aquecer.
No fundo, no fundo, apetece-me amar.
Lindíssimo!

Boa semana.

Beijinhos
Mariazita