quarta-feira, 13 de maio de 2009

O que perdura


Não é que o silêncio
me fatigue,
antes pelo contrário
me anima,
contra a corrente
intempestiva de nada,
o silêncio é o mar
ou a noite
feitos de luz e água
e é o silêncio
que perdura
quando morremos em nós.


Foto: Clarinda

67 comentários:

Maria Clarinda disse...

E como o silênco é importante em mim...

(...)o silêncio é o mar
ou a noite
feitos de luz e água
e é o silêncio
que perdura
quando morremos em nós.


Sipmlesmente lindo como sempre...
Fico Feliz por teres continuado...
origada, Paula!è importante para mim ler os teus poemas...Jhs mil

Jaime A. disse...

sim, "é o silêncio que perdura quando morremos em nós...". Tão certeira como sempre. Paula. Continuo cada vez mais fã.
Bjs

Carla disse...

sabes que é mesmo assim que eu recebo o silêncio em mim...como um ponto de partida e de chegada em simultâneo
beijos

anareis disse...

Estou fazendo uma campanha de doações para meu projeto da minibiblioteca comunitária e outras atividades para crianças e adolescentes da minha comunidade carente aqui no Rio de Janeiro,preciso da ajuda de todas as pessoas de bom coração,pode doar de 5,00 a 20,00. Doações no Banco do Brasil agencia 3082-1 conta 9.799-3 Que DEUS abençõe todos nos. Meu e-mail asilvareis10@gmail.com

ParadoXos disse...

como se a sombra fosse o silêncio da luz - é... sem dúvida é o que perdura, no fim...


abraço fraterno!

Heduardo

vício disse...

o silencio pode ser o mar mas depende do tamanho da ondulação... :D

j. monge disse...

Lindo!
Sem palavras...

alice disse...

:) fico muito contente por te ver de volta, querida paula. gosto de ler os teus poemas e é uma alegria ver que tudo se resolveu a bem :) um beijinho muito grande, poeta!

Ana Oliveira disse...

Paula

Ainda bem que resolveste o assunto, devo dizer que, na minha opiniao, o resolveste com muita magnanimidade e justeza, e que continuas a partilhar connosco a tua forma de dizer os sentimentos.

Um beijo

Ana

wind disse...

Bonito, triste e algo contraditório.
Beijos

mar revolto disse...

"e é o silêncio
que perdura
quando morremos em nós."

Que grande verdade, nunca tinha pensado por esse lado.

Beijo grande,
Lina

Odele Souza disse...

Lindo este teu poema sobre o silêncio. Também necessito de silêncio. Porque me acalma e me inspira.

Beijos.

Delfim Peixoto disse...

O silêncio pode ser morte, ser vida, ser nada, ser tudo...
Bjs

peciscas disse...

Há silêncios e silêncios...
Há os que magoam...
Há os que nos reconduzem a nós próprios...

pin gente disse...

gostei de te ver. vinha dizer-te que nada merece... fico por aqui!


apesar de não se passar sempre comigo, pois a morte dá-me por vezes uma euforia desmedida, achei bonitas as tuas palavras.
são os extremos... ou calo ou não me consigo "estar calada" um segundo.
um beijo
luísa

Maria Emília disse...

Gostei Paula, não podemos morrer em nós. Há que lutar. A verdade vem sempre ao de cima. Este pequeno poema é lindissimo.
Um grande abraço,
Maria Emília

heretico disse...

texto fulgurante. como os abismos do silêncio...

beijos

notyet disse...

O silêncio é óptimo para conversas de alma
Beijinho

mariam disse...

Paula,

o 'silêncio' acalma, amadurece, embala... também pode doer... belo poema!

pela minha pouca assiduidade, desculpa!

fiquei em silêncio (espantado)com o que li, nos posts infra... imperdoável! que coisa!

um grande abraço amigo e um sorriso :)
mariam

Ana Martins disse...

Amiga Paula,
lindo, sereno e verdadeiro!

Gostei muito!!!!!!

Beijinhos,
Ana Martins

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA PAULA, MAIS UM POEMA PROFUNDO AMIGA... SUBLIME!!!
ANBRAÇOS DE MUITA AMIZADE,
FERNANDINHA

Clotilde S. disse...

Ainda bem que não desististe!

Belo poema de inigualável sentir!

Beijinho***

Amita disse...

Belo poema, Paula, sem silêncios, terminando com chave de ouro.
Um bjinho e uma flor

Thiago disse...

...silêncio...



beijos

Isa disse...

Minha Amiga,"FIM"? Porquê?
Vais deixar o nosso convívio,por
motivos q.penso saber?
Querida,ñ baixes a guarda.Continua.
Tens AMIGOS que tanto gostam de ti!
Beijo.
isa.

Mateso disse...

O silêncio de nós é a alma, o silêncio dos outros é o esquecimento.
Bj.

Mariazita disse...

Voltaste! Que bom! Fico mesmo muito feliz por te ver, acredita.

Essa imensidão de mar é lindíssima.

O teu poema...como habitualmente, muito bom.

Beijinhos
Mariazita

peciscas disse...

Também não aceito esse FIM que está aí em cima.
Tinha de to dizer.

© Piedade Araújo Sol disse...

nostálgico.

beij

pin gente disse...

fim???
como assim!

voltarei, para deixar o beijo num poema teu

Maria Emília disse...

Paula,
Fim significa que algo vai começar. Nada acaba.
Ficamos à sua espera.
Um abraço,
Maria Emília

Justine disse...

Soube-me bem ler este silêncio repleto de murmúrios...

Mona Lisa disse...

Como sempre amei o poema!

O silêncio diz tudo...em qualquer momento.
Gosto do silêncio!

...e é o silêncio
que perdura
quando morremos em nós.

Parabéns.

Bjs.

O Profeta disse...

Um Violoncelo reage ao toque
Vibram as cordas, solta-se a melodia
Das mãos escultoras das notas
Saem afagos de sonora magia

Uma alma reage aos acordes
Um coração bate ao compasso
Uma voz entoa dolentemente
Um corpo deseja o abraço



Um feliz fim de semana


Doce beijo

tecas disse...

Que doce querida Paula"é o silêncio
que perdura quando morremos dentro de nós". É verdade querida poeta. Quantas vezes morremos em vida... Adorei. Identifiquei-me neste seu poema,recuei anos atrás de minha vida onde tantas vezes morri.
No que respeita ao plágio, é de lamentar. Infelizmente nem todos os poetas são como Florbela Espanca,referiu no seu celebre poema" ser poeta é ser mais alto".
Plagiar seja o que fôr é ter falta de imaginação e talento. Cada um tem o seu pendor de referência, que quem lê logo reconhece. Enfim...neste mundo existem pessoas com ...
Um bji e espero vê-la por cá, no dia do lançamento da antologia de Vermoim. Já sabe que tem a minha casa ao dispôr...fica quase ao lado.
Um xi coração de amizade e...muita mas mesmo muita coragem.
Bji

Cátia disse...

Querida,

O Silencio é algo dificil de gerir... tao depressa poderá ser bom, trazer-nos paz e tranquilidade, como de repente vemos tudo isso traduzido no fosso tremendo em nós... Por favor nao te deixes envolver por tudo isso!

Cheguei hoje aqui e vi que postaste já um "Fim".... mas...?? Espero que possas voltar ou que pelo menos que seja um fim tranquilo em ti.

Beijinho grande, enorme
CA

tinta permanente disse...

Mas sempre (ou quase sempre...) renascemos!


abraços!

© efeneto disse...

Tenho palavras que te procuram,
que se acendem nesta existência suave;
palavras para seguir caminhos,
para te abrir os dias;
palavras partículas de fogo
que acarinho para os momentos precisos
nos seus puros abandonos;
palavras verticais como chamas,
que te chamam na procura,
mais claras que o dia.
Com palavras de lua e de vento
invento veredas de palavras
que adoçam os silêncios
e explicam as madrugadas.
Palavras que só a ti direi.

Palavras que servem para dizer que irei voltar aos poucos á vossa companhia.
Um fim-de-semana cheio de amizade e palavras



a foto é inconfundivel

Osvaldo disse...

Olá Paula:

Uma vez mais o casamento perfeito entre a foto e o poema fazem singrar no papel o esboço de uma obra de artr... um belo poema.

Recebi ontem o teu, agora meu, livro. A Ana já o "devorou" e eu só quando voltar de Portugal...

bjs
Osvaldo

mfc disse...

Os plagiadores é que se devem calar... não os autores!
Entendo-te, mas regressa depressa.
Toma um beijinho.

Mariz disse...

Salvé Paula!
Grata ela tua assiduidade mesmo na minha ausência.
"É no silêncio que nos ouvimos e comunicamos" - frase que ouvi numa meditação... no silêncio de mim.

Quanto aos plágios ele também serve para imagens...e eu sou uma pessoa muito visitada devido a isso e sem comentários.
Conselho se o quiseres aceitar: deixa isso para lá..não te enerves...já escreveste o que te is na alma...não remoas mais! Não deixes o teu poder por mãos alheias.Continua a tua caminhada aprendendo e aprendendo com o que lês e com quem comenta. É aí que reside o segredo.
Volta...bem fresca de dentro do teu silencio.

Deixo-te aquele braço e convido-te para a tal festa que ficou adiada! Tens um award/selo/Óscar também lá a´tua espera.

Sempre...
MAriz

Kim disse...

Eu sabia que não tinhas morrido em nós.
Nos teus poemas adoro encontrar as minhas respostas.
Bj PAOLA

Laura disse...

O silêncio é uma palavra muito profunda, muito intensa, e, claro, quando ele chega, tem de haver mesmo silêncio, porque o seu som só se ouve; em silêncio...
Adoro a ti Paulinha, muito..beijinhos sem silêncio, acompanhados do gemer de uma guitarra...e mais alguém ao lado, mas que bommmmmmmmm. laura

Fa menor disse...

O silêncio que nos ronda faz-nos ouvir outras vozes. Que essas vozes te sejam sempre ecos de inspiração.

Já começo a sentir saudades tuas...

Um grande beijinho

rouxinol de Bernardim disse...

O que perdura é o rasto que deixamos , na galáxia da cultura...

Je Vois la Vie en Vert disse...

O silêncio às vezes é necessário e é o que preciso neste momento e sei que me entendes porque és minha amiga.

Beijinhos da

Verdinha

AnaMar (pseudónimo) disse...

A mim, o silêncio dói-me!

Fim de quê? Do silêncio?
Bj

Elcio Tuiribepi disse...

Oi Paula...nossa...li o lance do plágio...chato isso né!
Seria tão mais legal se ele te pedisse a autorização para postar um poema seu, geralmente isso nos faz bem, pois é sinal de que o poema serviu ou se encaixou no momento de alguém...sei lá...
De qualquer fora, belo poema, o silêncio as vezes vale mesmo mais do que mil palavras...
Um abraço na alma

Graça Pires disse...

Um silêncio muito ruidoso.
E aquele fim. Paula? ...
Um beijo grande.

Laura disse...

O silêncio é em mim uma cosntante, e, nem por isso o acho menos belo, é que agora nem é tão silencioso assim, e por vezes, desligo o surfista para voltar ao tmepo em que o silêncio, era mesmo silêncio..há barulhos aqui por cima, de onbras, berbequins, traulitadas no chão, ai minha nossa, pobres dos ouvintes...Um beijinho meu.. a tu...laura

Nilson Barcelli disse...

Mas não podemos morrer em nós. Nem nos outros...
Gostei do poema da Clarinda e, pelo que deduzo, foi criteriosamente escolhido por ti nesta "fase do campeonato"...
Querida amiga, reconsidera.
Boa semana, beijo.

Nilson Barcelli disse...

Peço desculpa na atribuição do poema à Clarinda...
Sendo teu, percebo-o melhor e gostei igualmente dele... e substituo o "criteriosamente escolhido por ti"... por "criteriosamente escrito por ti"...
Beijo.

Laura disse...

Ó nina, o que é aquele FIM? acabaste mais algum livro, romance? qual fim, qual carapuça!...prá frente é o caminho...Beijinhos.

Amaral disse...

Aquele poema intimista que eu prefiro em ti.
Aquele que diz e que traz aquele perfume de sublime que há em todos nós!...

Maria Emília disse...

Cara amiga Paula,
E veja-se bem o que estão a fazer com as suas palavras.
Não gosto de dar conselhos a quem não mos pede por isso isto não é um conselho mas só pensar alto:
Não desista Paula. Não lhes faça a vontade. Não faça o que eles querem.
Um grande abraço,
Maria Emília

Clotilde S. disse...

Continuo à tua espera.

Um beijinho**

Viajantis disse...

o silencio nao pode ser eterno...espero-te aqui!

Isa disse...

Amiga,voltei e voltarei,se Deus quiser.
Ñ "deixo" um Amigo.Fico mais pobre.
Ñ quero ficar mais triste.
Beijoo.
isa.

poetaeusou . . . disse...

*
quem permitiu
o teu prematuro FIM ?
,
fiquei a leste, porquê ?
,
jinos,
,
*

Carla disse...

tenho passado por aqui sempre à espera que o FIM tivesse acabado. Está tudo bem contigo? Volta se puderes, as tuas palavras fazem falta
beijo amigo

Mariazita disse...

Querida Paula
Espero que o FIM desta linha represente o início de outra.

Tu não podes simplesmente desaparecer, como uma estrela cadente.
Tens que continuar a brilhar no espaço da blogosfera.

Tal como toda(o)s amiga(o)s fico-te esperando...

Beijinhos
Mariazita

Kim disse...

Se não voltar a Paula que volte a PAOLA. Já!
Bj

Vieira Calado disse...

E esse é o pior silêncio,

o mais aterrador.


Beijinhosss

De Amor e de Terra disse...

Pior que morrer, é morrer em nós, como dizes Amiga...
é essa a pior morte; às vezes, conseguimos ressuscitar e viver de novo, trilhando outros caminhos até encontrarmos um chão nosso; mas outras, vai-nos roendo um torpor que nos esvazia alma e corpo, até ficarmos inertes, no chão, como um saco de nada.

Triste mas belo!
Beijos Amiga.
Maria Mamede

Susi, a Filha do Rei disse...

No silêncio podemos ouvir a voz da ALMA. bj

Mônica disse...

A poesia e a foto mostram total equilibrio
Vai ganhar
com carinho Monica

Andreia disse...

Vim pelo concurso. Simplismente lindo, parabéns!!!