sexta-feira, 29 de maio de 2009

Morrer


A angústia liberta-se
assim como névoa,
carmim, túlipas,
malmequeres,
libertamo-nos de um beijo
perene,
de uma ideia estúpida
e aqui estamos, felizmente,
ou não,
num verbo que não se conjuga.

Acertei?
Flores, terra, fogo e cinza.

O verbo morrer perdido...


Foto: Viajantis

30 comentários:

Maria Emília disse...

Olá Paula, acertou em cheio e de forma belissima.
Um beijinho,
Maria Emília

Ana Martins disse...

Acertou sim Paula... Parabéns!

Beijinhos,
Ana Martins

Mona Lisa disse...

Olá Paula

Belo e "profundo" poema!

Parabéns.

Bjs.

Viajantis disse...

...o verbo morrer nao se conjuga, nao!

Sonia Schmorantz disse...

A angústia é e deve ser passageira, depois da névoa vem a claridade e o calor do sol...
beijos

José Carlos Brandão disse...

Por que não se conjugar
o verbo morrer, lão lindo?

É preciso estão muito vivo para se conjugar o verbo morrer.

Eu quero viver! Eu quero achar o verbo morrer!

Beijo meu para você.

Mariazita disse...

Muito bom, quando a angústia se liberta. Muito bom, também, o teu poema.

Paula, não vim logo que me disseste que não conseguiste ver o João Villaret, porque quis ver se mais alguém se queixava do mesmo.
De facto isso não aconteceu. Portanto, deve ter sido apenas qualquer anomalia de momento. Às vezes o blogger prega-nos essas partidas...
Gostaria que tentasses novamente...
Queres voltar lá???

Um beijinho
Mariazita

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA PAULA... UM POEMA MUITO PROFUNDO PARA EU MEDITAR... PARABÉNS AO VIAJANTIS PELA BELÍSSIMA FOTO!!!
VOTOS DE UM BOM FIM DE SEMANA,
ABRAÇOS DE CARINHO E AMIZADE,
FERNANDINHA

wind disse...

Depressivo, dark.
Beijos

Isa disse...

Paula,hoje estou perdida.
Ñ sei nada...
Amanhã estarei melhor.
Beijo.
isa.

PreDatado disse...

Os teus poemas acertam sempre.

Maria Clarinda disse...

E como acertaste...
Flores,terra, fogo e cinza...


Lindo como sempre...
Jinhos mil

Kim disse...

PAOLA! É um verbo que se conjuga de várias formas, quase sempre irregulares.
Beijinho

Menina_marota disse...

Por vezes as ideias estúpidas, são isso mesmo... ideias estúpidas.

Porque o verbo tem tantos tempos para conjugar... e nós um futuro onde amar tem tempo... que o tempo não mede...

Vive... Ama... sê feliz... no tempo presente... e ideias estúpidas, deixa-as no passado...

Beijinho e um Bom sábado de Sol para ti. (e para todos, claro!)

:-)))

jawaa disse...

Conjuga-se no futuro...
e eu não me importaria de morrer mergulhando ali...
Um beijinho

notyet disse...

Como de uso, tens aqui um belo poema e não menos bela foto.
Tenho andado um pouco afastado e até pensava tinhas fechado o teu sitio.
Ainda bem que assim não é.
Beijinho

Mário Margaride disse...

Não podias estar mais certa.
A vida e a morte, se conjugam na sua essência.
Vivamos pois, felizes, entre esses dois extremos que se tocam, a vida e a morte.

Beijinhos e bom fim de semana

Mário

© Piedade Araújo Sol disse...

Paulinha

ao ler o titulo, fiquei meio ceptica.

ao ler o poema sorri, gostei e concordo contigo.

a foto lindissima como ja nos habitou o viajante.

um beijo grande aos dois.

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA PAULA, TENHO UM PRÉMIO PARA TI NA BARRA DIREITA DO MEU BLOG... PRÉMIO PRESTÍGIO...BEIJINHOS DE CARINHO,
FERNANDINHA

Lu Cavichioli disse...

Oi Paula, td bem? Quanto tempo que a gente não se fala né?

Poema um tanto melancólico, mas belo em mensagem.

Te convido a visitar meu novo blog: QUIOSQUE DO PASTEL. É um blog de crônicas. Tem muita gente boa lá participando.
Quando puder vai lá ler. A porta do quiosque fica aberta 24 horas.

htt://vemproquiosque.blogspot.com

peciscas disse...

Quem sabe, verdadeiramente, como se conjuga esse verbo?
E acho, Paula, que deves achar algo curiosas algumas das interpretações dos teus poemas que transparecem em certos comentários.
Porque, no fundo, só o próprio poeta é que sabe ao certo o que vai no íntimo do poema. Se é que sabe sempre...

Isa disse...

Bom Dia!
Às vezes basta-me um simples gesto,
uma palavra,para voltar a ser eu.
Gostei do teu Poema.Essencialmente
da forma como "valorizaste",no final,o apego à Vida.
Beijo.
isa.

De Amor e de Terra disse...

...e enquanto houver Amanhã,haverá sempre algum amor a agarrar-nos à vida!

Beijos Amiga.

Maria Mamede

Mariz disse...

Querida PAula

Não tens feito esforço no sentido de aprenderes o essencial em ti, e tanto me tenho batido nos posts a esse respeito:
o Amor é lacto!
Não é confiado a uma ou várias pessoas do teu círculo.
Ele respira connosco, ele vivifica-nos! não é sexual, nem libidinoso; não se esquece, não desatina, nem é vaidoso
Ele é brilho, é côr é movimento, é o éter ou o"chi" que respiramos no momento, é paz, é calor solidário, não se vende, não se troca, nem está em saldo. Não cai em desuso, não é mau, não faz doer, não é sofredor, não se rasga, não se gasta, não é egoísta, não é sintético;
não morre, não se justica, nem se vitima.
E mel, é sal, é doce de laranja-lima. Não é pouco, nem é muito, é muito mais que enorme, muito mais que o bastante; não é inferior, nem abusador, é excelso, magnânime, sábio, transcendente. Não julga, não cobra, não etc.
Conclusão: tu, és toda amor! - porque és brilho, e terás sempre a Luz que não se confunde; - ninguém a pode apagar, mesmo quando chegar a hora de partires para outro Plano. Tu és o Universo. Tudo está em ti e tu estás em Tudo.
Agora diz-me,
como poderias libertar-te tu da angústia e da mesma forma de um beijo se de facto amasses?
Era impensável. NUnca te libertarás do Amor...nem quando"morreres"!
Já seria tempo de te trabalhares a sério, e te distanciares das partidas que o "ego" te prega.
Os verbos são invenção dos homens que se "querem instruídos"! Mas vai~se ver...não têm qualquer "Sabedoria"!
Arrepia caminho enquanto tens tempo! fica atenta a ti!
Abraço meu com carinho
Sempre
MAriz

Je Vois la Vie en Vert disse...

Querida Paula,

Deixa "perder-se o verbo morrer" porque não sabemos se temos muito tempo para aprender a conjugá-lo ! O melhor é esquecê-lo completamente !

Afinal, renasceste e re-abriste blogs encerrados !

Que bom , querida Amiga !

Beijinhos

Verdinha

P.s. vou deixar-te um email pequeno

Déia disse...

Passei para conhecer seu blog e adorei!
Parabens!
Também acho que acertou! e em cheio!
bjs e bom fim de semana

Graça Pires disse...

"Flores, terra, fogo e cinza".
Não se conjuga o tempo do amor.
Bonito poema Paula.
Um beijo.

▒▓█► JOTA ENE ® disse...

Nem de propósito, neste momento sinto-me angustiado, por afazeres profissionais.

P'ra semana "é o tudo ou nada"Bjos___fotografados!!

j. monge disse...

Isto faz mesmo o meu "género"!
Gosto muito desse verbo perdido.

Beijo!

xistosa - (josé torres) disse...

Angústia.
Vida
Morte.
São verbos triviais que temos que viver com eles.
São essência da nossa existência.
Flores, terra. fogo e cinza e começa novo ciclo.