Tanto que queria dizer-te
(as palavras enrolam-se)
como as lágrimas do meu peito
ou como as memórias não se perderão.
Tanto que te queria dizer
e não sei; não saberei;
a vida é feita de bulícios
ou de simples coisas
(como a morte).
Tanto que eu queria abraçar-te
e sentir o teu cheiro quente,
o teu perfume doce
em dias de calmaria.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Regresso
Não me deixes terminar.
Terminar é aborrecido.
Aborrecido é o princípio.
Princípio é o fim.
Fim é não ser.
Ser é amar.
Amar é um regresso.
Eu regresso hoje.
Hoje não termino;
não me aborreço:
é o princípio.
O fim virá e deixará
o não ser, amar.
Regresso hoje:
não terminarei.
Terminar é aborrecido.
Aborrecido é o princípio.
Princípio é o fim.
Fim é não ser.
Ser é amar.
Amar é um regresso.
Eu regresso hoje.
Hoje não termino;
não me aborreço:
é o princípio.
O fim virá e deixará
o não ser, amar.
Regresso hoje:
não terminarei.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Guia
Se eu voltar do longo caminho
- um dia -
eu quero ser uma uma estrela
azul: tão azul quanto
os teus olhos, amor.
Quando eu voltar
- nesse dia -
ao cabo do longo caminho,
eu serei a tua estrela guia,
tão azul,
quanto os teus olhos
- ainda - de amor.
- um dia -
eu quero ser uma uma estrela
azul: tão azul quanto
os teus olhos, amor.
Quando eu voltar
- nesse dia -
ao cabo do longo caminho,
eu serei a tua estrela guia,
tão azul,
quanto os teus olhos
- ainda - de amor.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Voltaremos
Um dia voltaremos:
num corcel sem destino,
sem frases feitas,
sem saudades
e sem futuro.
Um dia voltaremos.
A tua voz será igual
(tão familiar),
mas o silêncio
não será o mesmo.
Voltaremos no dia
em que o decidirmos
-sem mágoa-,
por nós.
num corcel sem destino,
sem frases feitas,
sem saudades
e sem futuro.
Um dia voltaremos.
A tua voz será igual
(tão familiar),
mas o silêncio
não será o mesmo.
Voltaremos no dia
em que o decidirmos
-sem mágoa-,
por nós.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Talvez
O tempo esgueira-se
astusto e impenetrável
nos interstícios da vida:
nós o permitimos.
Aqui por ser hoje
-jamais-,
só corremos um risco:
ainda estamos
e talvez sejamos.
astusto e impenetrável
nos interstícios da vida:
nós o permitimos.
Aqui por ser hoje
-jamais-,
só corremos um risco:
ainda estamos
e talvez sejamos.
terça-feira, 22 de junho de 2010
O não belo
Um dia destes falo-te de amor
(não sei se sabes o que é),
ou falo-te do mar que é lindo
e do sol que destrói
o não belo de nós.
Um dia qualquer,
eu vou ter mesmo que te falar
de luz e cor,
de promessas e de futuro.
Terei que te falar
- um dia destes -
de nós.
Quer queiras ou não.
(não sei se sabes o que é),
ou falo-te do mar que é lindo
e do sol que destrói
o não belo de nós.
Um dia qualquer,
eu vou ter mesmo que te falar
de luz e cor,
de promessas e de futuro.
Terei que te falar
- um dia destes -
de nós.
Quer queiras ou não.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Sem título
Quando o segundo se subdivide
e mesmo assim parece
um século,
a vida fica mais compacta
e não desliza;
a sensação de impotência
deixa, no ar, uma solidão
incompreensível
e um remoto descontrolo
dos sentidos.
Restam o tempo da memória
e as simples coincidências:
regressos do mar,
viagens que não ousamos
desejar,
ou a inevitável partida
de quem tanto amamos!
e mesmo assim parece
um século,
a vida fica mais compacta
e não desliza;
a sensação de impotência
deixa, no ar, uma solidão
incompreensível
e um remoto descontrolo
dos sentidos.
Restam o tempo da memória
e as simples coincidências:
regressos do mar,
viagens que não ousamos
desejar,
ou a inevitável partida
de quem tanto amamos!
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Após
Este é o beijo de romã
que em cada poema te dei
(suculento e doce)
vindo da minha alma
semi conseguida,
semi perdida:
o beijo de romã
que um dia se multiplicou
e noutro dia reviveu,
feito espuma e grãos de areia.
A praia perfeita.
Tu. Eu.
Como iremos sobreviver
após o beijo?!
que em cada poema te dei
(suculento e doce)
vindo da minha alma
semi conseguida,
semi perdida:
o beijo de romã
que um dia se multiplicou
e noutro dia reviveu,
feito espuma e grãos de areia.
A praia perfeita.
Tu. Eu.
Como iremos sobreviver
após o beijo?!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Das tuas mãos
terça-feira, 6 de abril de 2010
Delírio
terça-feira, 30 de março de 2010
Respiração

Posso dizer-te num poema
a música já ouvida
do outro lado do mar
e posso contar-te
a minha ideia de poder
sentir a vida
em cada verso.
Eu - num poema -
poderei falar-te de tanto
e tu não saberás
entender de onde vem o som
da saudade;
nem (sequer)
procurarás ouvir
a tonalidade magoada
da tua própria respiração.
Foto minha.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Pelos meus olhos

-Sabes por que vejo azul
nas tuas páginas?
Os teus poemas são feitos
de mim e de mim cantam
as tuas palavras.
-Sabes por que de azul
vestes os teus quadros?
As tuas pinturas são feitas
de mim e de mim cantam
os teus dedos.
De azul é a minha vida
(pelos meus olhos)
quando por ti chamo;
e tu - de azul -,
me respondes:
Amor.
Foto minha.
terça-feira, 16 de março de 2010
Falei?
sábado, 13 de março de 2010
Um nascimento
segunda-feira, 8 de março de 2010
Pedra

Diria que o arrepio
é de frio - está frio -,
mas eu penso
que o som da música
influencia este arrepio.
Não será frio,
talvez seja o calor
da lareira e o laranja
das chamas
a atrairem a minha atenção.
Arrepio-me, verdadeiramente,
como se o frio penetrasse
pela ponta de uma faca
- está frio -,
mas é o calor
que me arrepia
e me submete
à condição final
de pedra.
Foto minha.
quinta-feira, 4 de março de 2010
O Luís Gaspar e o Estúdio Raposa
Aqui vai o link para ouvirem 6 poemas meus, ditos pela voz inconfundível do Luís Gaspar!
Obrigada, Luís.
Poesia Erótica do Estúdio Raposa
Obrigada, Luís.
Poesia Erótica do Estúdio Raposa
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Duplo sentido

Durante anos recordei.
Não sei quando esqueci.
Mas esqueci, isso eu sei.
Recordei milhões de sorrisos;
esqueci milhares de lágrimas;
quis provar o que não consegui;
mas esqueci-me de lembrar
o que não soube provar.
Este duplo sentido de estar,
sendo, querendo - quantas vezes -
acalma-me os sentidos
e absorve-me a loucura
na permanente ilusão de regressar.
Por isso, eu volto aos teus braços
- que pude esquecer -,
como uma ave perdida
que se reencontra no esquecimento.
Foto minha.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Ciclo
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