
Hoje deixo o vento
soltar-me os cabelos
(com um sorriso malicioso)
propõe-me um brinde
à beira mar.
Hoje eu deixo o sol
pôr-se no horizonte
oposto
e aceito o brinde
da noite.
Foto: Viajantis
O pequeno bago vermelho da romã que me leva aonde já fui ou o ténue fio da memória que na lonjura nos une infinitamente
9 comentários:
brindo a estas palavras...belas
beijos
Bonito e rico, o brinde, que mistura o vento, o mar e o sol.
Beijo.
EA
*
lindo . . .
,
jino
,
*
Que leve e suave, Paula!
Como o vento e como o sol no horizonte...
O mais importante é o brinde!
Um brinde aceite como uma dádiva...
Sabe bem!...
Bonito:)
Beijos
Os cabelos de uma mulher, soltos ao vento, perante um magnífico pôr-do-sol, são algo que sempre se contempla com êxtase.
«Deixo», «aceito». Se bem que esta passividade não será uma solução para tudo, constitui, porém, uma forma de pacificação com a Natureza, de paz interior, uma aproximação da felicidade, do Nirvana. Uma ausência de ansiedade, da competição em que todos andamos por motivos fúteis.
Beijos
João
Olá, bela fotografia...Belas palavras...Espectacular...
Beijos
Bonito Paula....
Consegues denunciar as palavras com serenidade e profundidade....
Linda poesia!
beijos.
Ray
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