segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Banal

Banais silêncios
(se os silêncios são banais)
do outro lado do mar
trazidos pelas vagas
da tempestade
enquanto os meus braços
te envolvem
de ternura azul
(se a ternura é azul)
no cinzento mesclado
dos beijos
que não damos
(se cinzentos são os beijos não dados)
do outro lado do mar
as palavras banais
(se as palavras são banais)
agora é o tempo inacabado
do nosso amor
(se o amor acaba em tempo).

8 comentários:

wind disse...

Muito boa a construção do poema, o "jogo" de palavras e deu-me para sorrir:)
Beijos

Isabel-F. disse...

acheia a forma de escrita desta teu poema fantástica ...
as frases entre parentesis, dão um realce soberbo ...

simplesmente PARABÉNS.

beijinhos

Maria Clarinda disse...

Mais um poema maravilhoso, que ilumina sempre os meus dias.
Jinhos

António Sabão disse...

Nada mau para se começar dia! Basta ler esta maravilha! :)

peciscas disse...

Estas não são palavras banis,
digo-o sem nenhum "se" a condicionar a afirmação.
Uma boa semana para ti.

Barão Van Blogh disse...

Soberba poesia .


Passo para desejar uma boa semana .

"...Imagino a bruma à tua frente
Branca que se estende sedosa..."

Um terno beijo .

Å®t Øf £övë disse...

Paula,
Nem a imensidão do mar consegue ser uma barreira e um obstáculo para um verdadeiro amor.
Beijinhos.

In Loko disse...

Gosto da maneira com que jogas com as palavras... e este BANAL é rico na mensagem intencional... é um prazer ler-te Paula!!!

Beijinhos