sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Palavras

As palavras ditas
falam de coisas
sem nexo algum
falam de delírios
e de paixões
por falar.

Apagam-se na memória
cegas de terror
retiram-se culpadas
para outros dias
para outros lugares,
calam-se para sempre
gastas e usadas
de serem nada.

9 comentários:

António Sabão disse...

Um pouco triste mas liiinnnnndo! :)
Beijinhos

poetaeusou . . . disse...

*
de serem nada
,
concordo
*
bji
*

tibeu disse...

Verdadeiro este poema, muito a correr li e gostei e voltarei

Belzebu disse...

E fica sempre tanto por dizer!

Aquele abraço infernal!

efeneto disse...

Quero ter direito a comer um gelado em dia de chuva, quero ter direito a poder empurrar a bicicleta ao invés de pedalar, quero ter direito de olhar para o céu, mesmo que seja no meio da mata, quero rebolar na relva, mesmo que seja a relva do Palácio de S. Bento, quero ter direito de rir alto, bem ALTO, mesmo que esteja sozinho a ver o desenho do Pica-Pau que já era velho quando eu nasci, quero ter o direito de cantar uma música bem alta junto com o cd player oferecido, mesmo que seja uma música do Zé Cabra, quero poder discutir filosofia com o analfabeto do meu colega, mesmo que seja nos 15 minutos de intervalo do trabalho, quero poder beber com os amigos e voltar tri-bêbado para casa. Se para poder fazer isto tudo lhe tenha que desejar um bom fim-de-semana, então aqui vai:

Lhe desejo a si e aquém mais gostar/amar um óptimo fim-de-semana, com aquilo que sempre desejou acompanhado da minha amizade. Um beijo a quem é de beijos e abraço a quem é de abraços. Para quem não quiser nada disto, passe bem que eu também…efeneto.

wind disse...

Não é que não sejam nada. São tudo num momento. No fim desse momento é que são nada:)
Beijos

Um Momento disse...

Deixo o desejo de um bom fim de semana
Beijinho em ti
(*)

António disse...

Olá, Paulinha!
Um bom poema.
(está gira, a caricatura)

Beijinhos

A. João Soares disse...

Bom poema, mas creio no valor das palavras. Palavra de honra que tenho saudades dos tempos em que se faziam grandes negócios assentes apenas na palavra sem escritura nem notário e que eram respeitados através das gerações vindouras.
Um palavra amiga à beira do precipício pode salvar-nos a vida.
Claro que não estou a referir-me às palavras dos políticos que, provavelmente, estavam na mente da Paula quando produziu o poema!!!
Abraço
A. João Soares
Do Miradouro