terça-feira, 28 de agosto de 2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Um poema

A tua voz é um poema,
em ti, em mil e uma ideias
que me prendem;
e são, também, as tuas mãos,
o poema que a preto e branco
soletro na minha pele;
adormeço - hoje -
no cansaço de te amar:
um quadro, um poema,
a vida por viver.

Paula Raposo.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O laço impenetrável do silêncio

Faltam 2 meses....2 meses...parece muito tempo?
Sim.
Não.

Dia 22 de Setembro no Zeno Lounge no Casino do Estoril às 17h30.
Espero por vocês.
No mais lindo livro que eu já escrevi!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

TANGENTE

É na tangência
do infinito
que nos podemos tocar,
trazendo no corpo
todas as fantasias
memorizadas;
como se de

um plano
marcado a ferros,
libertássemos
a adrenalina
dos conceitos.

Paula Raposo in ' por ti com os meus olhos', 2012.

terça-feira, 3 de julho de 2012

No teu abraço

É no teu abraço
que busco
um sentido de mim,
um só e único,
que me permita
silenciar a dor
e acalmar
a saudade
dos gélidos tempos
perdidos.

Paula Raposo - direitos de autor reservados.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Na memória

Que a tua boca
se suspenda em mim,
nas palavras
que usaremos
após o amor:
que a tua voz
se estenda no beijo
permitido pelo reencontro.
Avivaremos a memória
no vasto mar
das nossas vidas.

Paula Raposo.

domingo, 24 de junho de 2012

Quero crer

Quero crer
no dia do teu regresso
quando as palmas das mãos
se voltarem
para mim
no silêncio
incompreensível do teu corpo.

Paula Raposo in ' o laço impenetrável do silêncio', pág.81,

Chiado Editora, 2012.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O laço impenetrável do silêncio


É este o meu mais recente livro de poemas.
A apresentação será no sábado dia 22 de Setembro, pelas 17h30, no Zeno Lounge junto ao Casino do Estoril.
Estão todos convidados e gostaria de vos ter presentes para podermos fazer uma grande festa em final de Verão.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Flash interview

http://youtu.be/ddNIALezCLo?hd=1

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Acaso?


É este o mar
por onde navego
onde me reencontro
e te encontro
como que por acaso
- não acredito em acasos -
onde o amor fala mais alto
onde a luz se escoa
por entre os dedos
da paixão.

Paula Raposo - Maio de 2012.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Tristeza

Tocavas as quase
palavras
do desentendimento
quando eu
-sem pressa-
fechei o piano.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Silêncio II

Sei que o silêncio
é feito de vozes
translúcidas num momento
e vazias quando
se despenham na saudade.
Esse é o silêncio
que desvia
a minha atenção,
perturbador - sempre -
sob a luz
contínua da noite.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Inquieta

Esqueci-me de bater à porta,
não parei,
corri para longe
sem expectativas;
a luz deixou uma marca
no empedrado da calçada
e eu esqueci-me
de perguntar por ti.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Inventa-me

Inventa-me um dia,
um só dia,
para virar a página
... amarelada e bafienta
do outro tempo.
Inventa-me uma ideia,
Uma só ideia,
que levante as palavras
de onde elas tropeçaram.
Inventa-me a solidão
rebuscada
num livro desfeito,
triste sem voz
de onde não sei sair.

Paula Raposo. Dezembro de 2011.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Vontade

Vou procurar-te
no manso soletrar
do poema
escondido
numa qualquer palavra
fugindo ao meu toque audaz.
Encontro-te
numa lágrima triste
sob o rosto magoado
da minha última vontade.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Novo Ano

Não tenho andado muito por aqui. É um facto.
Espero que em 2012 haja Saúde - principalmente - e muita inspiração para continuar.
Bom Ano a todos os que por aqui ainda vão passando...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Respiração

Posso dizer-te num poema
a música já ouvida
do outro lado do mar
e posso contar-te
a minha ideia de poder
sentir a vida em cada verso.

Eu- num poema -,
poderei falar-te
de tanto
e tu não saberás
entender de onde vem o som
da saudade;
nem (sequer) procurarás ouvir
a tonalidade magoada
da tua própria respiração.


In' insubmissa o lado errado numa linha imaginária' Chiado Editora, 2011.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Indolor

Quando eu tiver
As mãos doridas
De tanto escrever
Invento uma forma
Indolor
E escrevo
Na parte de dentro
Das folhas
Onde não magoa
O poema
E onde as mãos doridas
Poderão
Descansar
Sobre a luz
Da memória.

In' marcas ou memórias do vento' Editora Apenas Livros, 2009.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Bolina

Vou navegando
à bolina
sem grandes inquietações;
assim talvez
aporte por aí
-algures-,
num espaço vago
e num tempo
diferente.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Vozes

De um lado o inevitável
perfume doce
das tuas mãos,
o soletrar no vazio
deixado para trás;
de um outro,
a promessa incumprida,
o ritual amargo
da despedida:
a perdida música
onde as notas falham.
Resta a volta
das vozes
e o sonho - ainda -
imperfeito.