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O escopro e a pedra
lado a lado
e o cinzel
burilando
a arcada da escadaria,
manifesto arriscado
de coragem
inventar outra
concepção
para te poder
reinventar
noutro espaço...Foto: Viajantis
Hoje deixo o vento
soltar-me os cabelos
(com um sorriso malicioso)
propõe-me um brinde
à beira mar.
Hoje eu deixo o sol
pôr-se no horizonte
oposto
e aceito o brinde
da noite.Foto: Viajantis
Sacode o teu corpo
a poesia,
sobressalto,
o perfume de uma
canção de amor,
destino do nosso olhar,
a cheia maré viva
a tinta azul
e baladas
no balanço
perfeito
da paixão,
a embriaguez
de sermos
só um em nós.
De ti, poeta, a arte.Escrito num sábado avassalador de paixão pelo poeta/pintor...
Vens tu por caminhos
tortuosos e cheios
de prenúncios
trazer-me
o conhecimento?
Sei que sim. Sim?
Que vens. Vens?
Sinto-te no beijo ardente
e na roupa negra que
usavas vestir,
sinto-te nas páginas
irregulares
das minhas palavras,
sinto-te neste ar
que respiro
por ti.
Vens? Sim? Sim. Vens.
Sei que sim. Que vens.
Para sempre.Foto: Viajantis
Amanso o teu olhar
na calma que o teu sorriso
me transmite
alastro no meu desejo
que confesso sempre que te oiço
a qualquer hora do dia ou da noite
cúmplice de mim
sem conseguir esquecer
a distância que nos afasta
um pormenor que lembro
(mesmo sem querer)
porque a vida nos mata
a cada segundo
a cada silêncio
instalado no meu peito
nos ciprestes que nos ladeiam
deste lado estúpido.Foto: Viajantis
O céu de hoje
é outro diferente
de ontem
e condensa nas veias
o perpétuo movimento
de sempre
e o soluço no peito
alteroso da manhã.
Amanhã o céu será
de hoje outro diferente
e marcará geometricamente
as linhas convexas
do deslumbramento.Foto: Viajantis
Amontoar os destroços
e deitá-los fora
a calma necessária
e a paz para o fazer
alterações de rota
a imaginação à solta
e a figura invisível
de um estilo peculiar.
Sigo em frente.Foto: Viajantis
Hoje estarei ausente da blogosfera.
Já volto.
Para lá da imagem
projectada
surgem as interrogações
e todas as variáveis
são plausíveis.
Perturbadora sensação
de todos os possíveis
enfrentamos
sabendo e não sabendo
o alvo preferido
da sorte lançada.Foto: Viajantis
O sonho pode ser
as nuvens que nos chamam
doces e coloridas
e na atracção,
o sonho sempre sonho
materializa a imagem
numa pintura ideal.
O sonho também pode ser
o breve instante presente
e num clicar a foto realiza
a sua profecia...Foto: Viajantis
Do meu querido amigo Pedro Arunca recebi este horizonte para um dos meus poemas...
Obrigada! És um querido!
Não consegui digitalizar todo o documento que recebi ontem e que muito me orgulha.
Não participei em muitas das Noites com poemas, mas como diz o Jorge o importante são os afectos.
Ontem foi uma sessão lindíssima!
Recomeçam hoje na Biblioteca de S.Domingos de Rana as noites com poemas.
Na terceira quinta feira de cada mês, às 21h30m.
Dinamizador o Jorge Castro e hoje com a presença do professor Carlos Carranca.
São todos bem vindos.
Hoje é o dia em que muitos de nós se juntam numa blogagem colectiva para a Flavia, que há 10 anos se encontra em coma vigil depois de ter sido sugada pelos cabelos na piscina onde nadava.
Pretende-se que a justiça seja feita, porque 10 anos, já é muito tempo!
A sua Mãe, Odele, conta-nos como tem sido lenta e desgastante a luta para a justiça.
Daqui vos abraço e beijo, solidarizando-me convosco.
Um dia qualquer
uma pessoa apaixona-se
por outra pessoa
e confessa ao sujeito
objecto da sua paixão
a sua loucura
e inevitavelmente
o sujeito objecto passivo
fica ruborizado
espantado ou escandalizado
e depois acontece
que nada se passa...
E da paixão revolução
surge a tempestade
no sujeito activo.Foto: Viajantis
Hoje não há fotografias.
Dias em que magoa relembrar
e nada pior que uma foto
para chatear!
Falo de fotografias
bem arrumadinhas
em álbuns de há anos atrás,
daquelas que queremos
perceber quem é quem
e nem sequer nos reconhecemos.
Rasgá-las ou queimá-las
é uma solução...
Num salto para o infinito
projecto a luz
que queremos eterna...Foto: Viajantis
A 1ª apresentação do nosso livro será no dia 22 de Novembro às 16h, no Palacete Balsemão à Praça Carlos Alberto, no Porto.
Contamos com a presença de quantos se queiram juntar!
Não tem a ver com sonho
nem haver terá
será que verá
que terá que ter
que haverá de ter a ver?
O sonho será que terá
ou tem que ver
assim porque
verá mais além
e haverá que ser
uma chuva
que não choverá?
Será que haverá
um sonho que tem a ver
com o que terá
que ser
que será e não será
e não terá que viver
porque não tem
a ver aqui?
Será que terá
porque haverá de morrer?
O sonho?
Terá que ver se choverá.
Passo a mão pelos teus cabelos
e acaricio-te o rosto
adormecendo no teu peito
as mágoas que já senti
sem ti
sei que amar é um destino
e que os minutos passam
desenfreados
por dentro de mim
sem ti...