
Cabe na palma da mão
o estreito patamar
da loucura
como se fosse
um precipitar
permanente
do sonho que o mar atinge
que o rochedo
segura em ti.
Foto: José Arroteia
O pequeno bago vermelho da romã que me leva aonde já fui ou o ténue fio da memória que na lonjura nos une infinitamente
23 comentários:
Paula como sempre lindo o teu poema(...)o sonho que o mar atinge(...)
Dá para ver que o Cabo da Roca hoje e como sempre estava lindo...descer até aquele primeiro ilhéu é sempre o desafio que me imponho a mim mesma, quando lá vou...e, venho plena deste (mar que o sonho atinge).
O Zé esteve em pleno na captação da foto.
Jinhos aos dois
Qual a diferença entre o sonho e a loucura?
Tão pequena que cabe mesmo na palma da mão.
Uma foto bonita e fresquinha (ainda conserva o cheirinho a maresia...), a inspirar este poema que coloco entre aqueles de que mais gostei.
Palavras repletas de lirismo.
Sua inspiração é super fantástica, parabéns!
Beijos de poesias.
Com apreço,
CelyLua, Amiga e fã da sua doce inspiração...
Muito obrigada!
Gostei. A loucura na palma da mão. Tanta beleza que o mar nos oferece - a beleza anda de mãos dadas com a loucura.
Beijo.
Os cabos, interiores ou externos, são sempre de esperança e de loucura.
Palavras belas e ousadas, as tuas.
cabe na palma da mão?
pensei que estivesses a falar do cabo da roca mas pelos vistos deve ser o cabo de alguma ferramenta...
Gostei.
Bela foto.
Beijos
Como sempre, lindo!
E a palma da mão diz-nos onde tudo acaba!
Beijinho Paola
É curta a linha que nos separa de alguma insensatez...
Querida Paula
Um belo poema pleno de misticismo como o próprio local fotografado.
Beijinho.
Um cabo magnífico (como sempre)!
Um resto de boa semana.
Muito belo
este poema.
Por vezes os poemas curtos tocam-nos mais directamente
que os mais longos.
E a amiga sabe como eu preso
uns e outros.
Beijinhos muitos
Cabe na palma da mão e surge num estalar de dedos...
Bjinhos
Olá Paula
Mesmo de férias não posso deixar de aqui vir.
O sonho, a loucura ...muitas vezes impossível, tão difícil de encontrar.
Bjs.
Lisa
Paula,
Às vezes é o cabo dos trabalhos entender o que escreves nas entrelinhas.
:)
Beijinhos.
Paula,
Na palma da mão cabe o mundo...
Belíssimo poema.
Um abraço,
clo
Imagem e palavras encantadoras, como sempre!
beijo, lindo final de semana
Mais um convite a um olhar sobre a diferença.
A diferença entre a loucura e a sanidade, entre o sonho e a lucidez.
Um olhar a que só resta, em última análise, a contemplação silenciosa, inconclusiva.
O silêncio nunca cabe na palma da mão, o universo sim...
Beijinhos
Vivemos num mundo em constante agitação.É "fácil" passar esse estreito patamar que separa a sanidade da loucura.
Precisamos de nos encontrarmos connosco mesmos...seja na agitação da nossa casa ou no silêncio da montanha, frente á imensidão e belezas do mar...
Descer a encosta do Cabo da Roca, com a máquina fotográfica na mão e a mochila ás costas, foi um desafio e um prazer extraordinários.Só não fui até ao fim porque tive um encontro imediato com dois seres humanos que, em plena encosta e bem no meio do meu percurso,procuravam acalmar os seus impulsos hormonais, que até rimam com sexuais...Retrocedi para não perturbar.Mas prometi, a mim mesmo, que regressarei...
Beijo grande
E é o sonho, o mar que nos move.
Beijo grande.
E é o sonho, o mar que nos move.
Beijo grande.
É linda a foto e aqui bem pertinho de onde vivo. Paro muitas vezes por lá. É um local magnífico para nos escutarmos.
Um beijinho,
Maria Emília
...por vezes a loucura não cabe na palma da mão...nem as duas a agarram...
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