quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Não retorno


Já não é sombra
e aproxima-se do paraíso

o imaginário
e o sonho
a voz que não temos
mas teremos

e é um verbo
um sentido
e uma verdade
ou uma suposta mentira

é a sombria
saudade imaginada
e um passado
inesgotável
de verbos
por gritar!

És tu
surpreendente
gesto de não retorno.


Foto minha.

Quando escrevi este poema eu não sabia ainda da morte,
mas agora, parece que tudo se acentua.

E de silêncio será o meu luto.

Um beijo para ti, Irmão.

32 comentários:

Eduardo Aleixo disse...

Foto linda, e uma não-sombra especial. Bj

Mateso disse...

É verbo e sentido!
Bj.

LUA DE LOBOS disse...

olha que as nossas tertulias têm mesmo servido para alguma coisa... agora acabaste de entender o que aconteceu comigo e contigo há uns anos... pois é... eu ontem tb andei esquisita... é o costume...
xi muito APERTADO

Rafeiro Perfumado disse...

E sendo assim, remeto-me também eu ao silêncio, com a excepção do chuac...

Vicktor disse...

Querida Paula

Poema sentido, carregado de um dramatismo imenso que não um fim, pois o passar do tempo, ou nós a passarmos por ele, não acaba mais...

É o caminho do devir... a seguir ao ocaso vem seguramente o madrugar...

Beijinhos.

Graça Pires disse...

Partilho contigo esse silêncio...
O teu poema é lindo.
Um beijo, Paula

Cátia disse...

Deixo-te um abraço sentido no silêncio de todos esses verbos por gritar.

Deixo-te o meu carinho,
CA

Gislene disse...

PAULA,
O TEMPO, ELE NOS TRARÁ RESPOSTAS, CONSOLO, PAZ, RESIGNAÇÃO, EQUILÍBRIO
FIQUE BEM
BEIJOS
GISLENE.

pin gente disse...

então deixo-te um abraço sentido.


agradeço a ajuda que me dás publicando aqui o convite para o lançamento do meu livro.
muito obrigada, paula!
luísa

Fa menor disse...

Um beijinho!
Há momentos em que os verbos ficam oprimidos não sabendo como se soltar...

joaninha disse...

Como entendo esse silêncio que destrói por ser tão silencioso...
Como é verdade que gritar é um silêncio para acalmar revoltas...
Como é profundo e belo o teu Poema!
Beijinhos com ternura

Nilson Barcelli disse...

Apesar de tudo, o poema é excepcionalmente bom.
Um abraço sentido e solidário, querida amiga.
Beijo.

peciscas disse...

Hoje que mais posso dizer-te do que estou contigo, acompanho-te na tua dor e deixo-te um beijo solidário?

wind disse...

Um beijo em silêncio.

Laura disse...

Uma partida
Um regresso
Ao imaginário
Ainda não imaginado
Por nós, Cujo destino
Antevemos solitário!...

Um abraço d alaura.

OrCa disse...

Olha, se eu não receasse que vais pensar estar eu para aqui a dizer «isto» só para te ser agradável, era mesmo capaz de dizer que o poema está muito bem «esgalhado»!

Das suas ligações à realidade... enfim, que lhe (e nos) fique a Poesia e o ímpeto solidário.

Um beijo.

Eduardo Aleixo disse...

Um beijo muito sentido

Justine disse...

Paula, um enorme beijo de solidariedade e de força e de amizade..

Carla disse...

em silêncio o meu beijo e a minha partilha nesse verbo dorido
beijo

mfc disse...

E nada será como antes...
Um beijo enorme, Paula

antonior disse...

Respeito, Imenso respeito...

sentido

Um beijinho

PreDatado disse...

E as saudades que deixa?

Chris disse...

As palavras e os gestos com retorno...
Beijo
Chris

Sonia Schmorantz disse...

A imagem é linda, quanto ao luto, só posso te dizer que tens razão, para certas coisas não há palavras, não há explicação, só o silêncio grita...
beijo

Nuno G. disse...

situação dura que exige coragem mas permite sentimentos em palavras de uma qualidade extraordinária…

(www.minha-gaveta.blogspot.com)

Amita disse...

Abraço-te no silêncio sentido do não retorno do poema.
Bjinho

FOTOS-SUSY disse...

QUERIDA PAULA, GRATA PELOS TEUS VOTOS DE MELHORAS... DEIXO-TE UM ABRAÇO SENTIDO E CONTIGO PARTILHO A TUA DOR,
FERNANDINHA

Kim disse...

Às vezes - faz-nos bem gritar a revolta.
Beijinhos Paola

Mar Arável disse...

Não há morte nem princípio

heretico disse...

beijo.sentido

o poema e muito belo

Clotilde S. disse...

Deixo-te um longo abraço no silêncio.

Beijo, Paula.

Maria Clarinda disse...

E o silêncio é imperioso e soberanos, neste momento que foi...
Jhs