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Porque é uma enorme paixão de há 58 anos que os une, nos bons e menos bons momentos.
Porque ele tem alta hoje, porque ela o acompanha sempre.
Porque nenhum dos dois filhos lhes seguiu o exemplo.
Porque os amo.
Porque sem eles não estaria aqui.
Porque é bom tê-los por perto...
Horas céleres em minutos
exaustivos
dias e semanas que lentamente
desaguam em meses e anos
de profunda melancolia
segundos de um tempo
que em tempo se desfaz
que em saudade perfaz
a célere e exaustiva
passagem da minha voz
ao encontro deste silêncio.
Perdoa-me a inconstância
em que navego e me perco
na travessia deste rio
caudaloso e fantástico
tão inconstante como eu
tão forte
tão feito de mim
perdoa-me o instante
em que sou assim
no rio dos meus sentidos
perdoa-me tal imodéstia...
Escrito há mais de um ano...e que hoje dedico ao meu amigo Amaral.
Sei do lugar absurdo que recuso conhecer
e sei de outro espaço
onde te encontras
e aonde quero ir
sei do tempo escasso
que me resta para o procurar
mas tento mesmo assim
e sei o caminho
que me vai levar até lá
e quando chego
sei que me esperas
pensando que me atraso
e eu vou sempre a tempo
de saber do espaço
e à hora certa renovo-me ao teu encontro
no lado oposto do lugar absurdo.
Pulsa a vida que a pulso
percorro pulsa teu pulso
nas minhas mãos
percorrendo em nossos pulsos
a vida que pulsando
viva e latente
pulsa em mim
em ti sangue e matéria
pulsa em nós a viva
vida do regresso.
Como desde sempre, estou contigo no momento em que estás a ser submetido a uma complicada intervenção cirúrgica.
Espero o teu regresso a casa e tal como te prometi numa das minhas visitas ao hospital, passarás a ter a tua filha não fumadora...
Percorreria na ponta dos meus dedos
os teus cabelos em desalinho,
inspirar-me-ia no teu cheiro único
que o meu corpo perpetua,
escrever-te-ia um poema de amor
em páginas e páginas de paixão,
falar-te-ia segredando palavras
que tu guardarias como relíquia.
Seríamos uma só voz sem saudade,
seríamos cânticos de alegria,
seríamos a força solidária
de um Amor.
Mas o que resta do que não foi
são as luzes feéricas do sonho,
as imagens bem delineadas de um filme,
o sabor inalterável de um beijo,
no presente doce das nossas Vidas,
Tal como este inútil poema de amor...
Para Vermoim, sábado passado, escrevi o poema que o José Gomes fez o favor de ler e a quem muito agradeço.
As nuvens amanhecem negras
ameaça de chuva forte e intensa
e é quando me apercebo
de quão fraca sou
na intensidade negra
das nuvens da manhã
que no meu peito magoam
e rasgam o meu destino
em mil pedaços de dor.
Lentamente cai a noite
sobre o vale verde
lentamente se debruça
o céu cinzento
sobre a minha voz ausente
lentamente luzes acendem-se
sobre o manto descolorido
da minha pequenez
e então rapidamente
como fogo gelado
cai a noite em mim.
Por muito forte que uma pessoa se manifeste ao longo da sua Vida, existem momentos em que se é apanhado de surpresa, naquilo a que eu chamo as 'partidas' que ela nos prega, através de quem amamos.
Neste momento sei o que não sabia, quando o meu Pai ficou internado domingo.
Neoplasia do intestino grosso, que será removida cirurgicamente, assim todas as suas outras funções vitais, o permitam.
Agradeço, com um grande abraço, a todos quantos me têm enviado sms e emails desejando a melhoria da sua saúde.
Não tenho mais palavras.
Porque a vida é feita de bons e maus momentos, o meu Pai foi hospitalizado ontem. Não sei se voltará. Aliás, nada sei.
Na praia dos sentidos
algas búzios e conchas
e os sons e as cores
as ondas e o verde mar
e a leve brisa da manhã,
na praia dos sentidos
a areia dulcifica
este aroma salgado
de seixos acabados
de inventar
nos sentidos da praia
ao longo do paredão
salpicos de maresia
nas vozes do regresso.
O desejo ultrapassa
fronteiras
ultrapassa-se
a si mesmo
tão ardente
no seu poder
tão sensual
na sua lonjura
o desejo ilimitado
ultrapassa
os dias brancos
nestas noites
de estrelas
nestas madrugadas
de amor.
Passo pelo barco ancorado
no cais desconhecido
passeio mágoas e alegrias
na neblina conhecida
das manhãs que me matam.
Que do céu a luz azul
traga um sorriso,
um abraço apertado
e que do mar se soltem
as vozes e me deixem
perder por aqui ou ali,
entre túlipas
ou corais,
nestes braços
ou naqueles...
A noite levou as palavras
como se o vento as quisesse ouvir
talvez ler nas entrelinhas
ou talvez mantê-las vivas
ou talvez guardando-as além
e eu deixei que a noite
as levasse longe tão longe
enquanto eu vazia as escrevia
para que o vento as lesse.
Acabei de saber do falecimento do meu querido Amigo António cujo funeral será hoje às 15h em Almada, mas não sei em que Igreja se encontra.
Que descanses em Paz. Sentirei muitas saudades. Um dia encontrar-nos-emos.
Plagiando o que o meu muito querido amigo Gonçalo escreveu há cerca de um ano, "apenas não me apetece escrever."
O mote não existe, as palavras gastaram-se e a imaginação morreu.
Peço desculpa se não vos visitar/comentar, mas estarei ausente em parte incerta, até que a água flua de mansinho sob esta ponte...
Muito obrigada a todos.
Pássaro de canto
suave à beira do telhado
ecoa junto à falésia
abrupta e solarenga
e a tua voz deixa no ar
um trinado feliz
como beijos de amor
como abraços sem fim
longos e de cores fortes
e tão potentes de amor
que escuto deste lado.
Aos amigos que comentam, informo de que só tenho acesso ao computador durante a manhã e princípio da tarde(durante a semana), só podendo publicar os comentários no dia seguinte. Obrigada pela compreensão.