terça-feira, 2 de agosto de 2011

Veias II


Vou deixar que o poema
se enterre nas tuas veias
- mesmo escorrendo algum
sangue –
e se entranhe na aguarela,
preparada para a minha apoteose:
hoje desenhas-me.

Finalmente este era o sentido
que – ainda – faltava
à nossa paixão.


Paula Raposo in ' insubmissa: o lado errado numa linha imaginária' 2011 Chiado Editora.

12 comentários:

tecas disse...

Olá, minha menina:)
Muito bom o teu poema.
«Finalmente este era o sentido
que – ainda – faltava
à nossa paixão.» Espero que com esse elemento, fique completa agora essa paixão.
Bjito amigo e uma flor para ti, querida Paula.

© Piedade Araújo Sol disse...

desenhas as palavras como o pintor desenha as cores numa tela.

muito bom!

beij

wind disse...

Muito bonito!
Beijos

Sonhadora disse...

Minha querida

Por vezes falta apenas "aquele momento", que dizem vale por uma vida.

Beijinhos com carinho
Sonhadora

Graça Pires disse...

Uma paixão desenhada a sangue... Muito belo!
Um beijo, Paula

MGHORTA disse...

Tem momentos que as batidas são mais fortes que a própria oportunidade na esquina se esfuma...

Parabéns, deixe correr o fluxo que ainda é cedo.

Gostei

Ambrósio disse...

Tela
“…gosto de desenhar no meu corpo a pura entrega de quem ama… gosto de desenhar na minha alma a luz dessa verdade… escrever com os meus olhos a leitura da saudade… garatujar nos sons as palavras sussurradas… saborear na boca, nos lábios a doçura do mel do teu beijo desenhado desejo de quem procura o abraço esperado… gosto de desenhar nos teus ouvidos as letras que formam os sentidos… desenhar, por fim, já por sobre o esboço da obra final de quem no auge do encontro sente-se sonho sabendo ser real… pairar na tela do teu corpo e desenhar as cores do amor que num todo se move completo no ser que temos por modelo… e sendo-o, tê-lo, possuí-lo e transformar a obra num plano final que dá ao desenho o toque especial como que uma assinatura sobre a obra acabada… depois, ficar a mirar tudo o que havia sido feito para ter ali, na minha frente, a concretização do sonho e saber que todas as palavras ditas ou as desenhadas ou as escritas houveram sido assimiladas, saboreadas e entendidas como brotadas de dentro do meu ser… gosto de desenhar sim, no teu corpo, o meu eu e no fim ao olhar a tela preenchida em ti soubesse ali ter tudo o que havias querido da presença do meu amor…”

Ambrósio disse...

...claro que o Ambrósio é o Lobices

Vieira Calado disse...

Olá, Paula!

Como estás?

Desejo-te um bom tempo de Verão


Bjsss.

MGHORTA disse...

A vida é curta,
mas os momentos podem deixar as suas marcas para a eternidade

A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

Obrigado por o endereço para meus espaços, fico feliz por estar num espaço tão belo e arrumado.

Beijo amigo

mfc disse...

... a sintonia perfeita!

Mar Arável disse...

... e assim se constroi

uma tela