quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sem fim

Um dia muito espesso
e inodoro,
(tenho que cheirar
e sentir algo)
mas, o dia - além de espesso -
era sem côr.

Pensei que já não existiam
sentidos.

As flores lembraram-me:
era só mais um dia
sem fim.

9 comentários:

mfc disse...

Esses dias longos sempre custaram a passar!

Andradarte disse...

As saudades consomem-nos....Com
amigos muito mais
Beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

dias para esquecer.

beijo

Ana Martins disse...

Boa noite Paula,
acabei de saber do assassinato do Rolando Palma, que coisa horrível!

Beijinho,
Ana Martins

Mar Arável disse...

Há flores assim

Sonhadora disse...

Minha querida
É a solidão dos corpos...as mãos cheias de nada.
Como sempre adorei e deixo um beijinho com carinho.

Sonhadora

wind disse...

Algo nostálgico.
Beijos

Runa disse...

Olá, Paula

Vi um poema teu no blog Lusofonia Poética e resolvi cá vir fazer uma visita. Gostei muito. Parabéns.

Abraço

Runa

leonor costa disse...

Esses dias deixam no nosso coração uma infindável melancolia....

Beijos e bom fim de semana.