segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Às vezes
Às vezes as palavras gastam-se;
torno-as diferentes
para dizer o mesmo:
sempre a mesma coisa.
Procuro-as (às vezes)
vezes sem fim;
uso, abuso, deito-as fora.
Quando as palavras se gastam
- tantas vezes-
limo-as, pinto-as;
talvez (às vezes) me canse delas.
E choro.
Muito. Sempre.
Não gosto de palavras usadas.
Às vezes: mato-as.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
O poder das palavras

Tentei abrir a porta – hoje estava fechada – com as chaves que trazia; experimentei, forcei demorando muito tempo, desesperei por momentos: a porta continuava sempre trancada. Vermelha, quis ir embora, chorei, caíram as chaves no chão – agora sujo – preto.
O tempo seco: não girava a chave. Continuei a tentar corajosamente, sem medo, querendo abri-la; mas teimava em estar fechada – que teria acontecido – para me chatear; porque se fecharia, a porta?
Acalmei-me (tinha que ser), pensei no dinheiro gasto – mal gasto mesmo.
Olhei, virei-me, dei uns passos soltos. A fechadura trancada: como se nunca fosse aberta, prisioneira da melancolia, triste e feia; silenciosamente, pensei em ir embora, deixando os sonhos ali à porta – perdida na velha casa -,comecei a recordar a família, as gerações passadas, a solidão: não quero voltar ali, quero regressar. Regresso à rotina.
Trabalho feito numa aula de escrita criativa.
Foto minha.
domingo, 22 de novembro de 2009
Lados
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
O assunto
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Enigmas
domingo, 8 de novembro de 2009
Primavera
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Vendaval
Dançando nos teus olhos
o bailado efémero
de romãs translúcidas:
perturbação anímica
e vontade indomável
de te regressar.
Dançando açucenas
a música estremece
no meu peito
e ressoa perene
no eco disforme
de uma manhã
de chuva
quando o vendaval
se desfaz no meu corpo,
absorto.
Um beijo, Graça, tu sabes porquê
Foto minha.
sábado, 31 de outubro de 2009
Em páginas
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Poema eco
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Espanto
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Sem som
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Noites com Poemas
Este é o convite feito pelo Jorge Castro para a sessão de Noites com Poemas de amanhã.
"Dia 15 de Outubro, quinta-feira, pelas 21h30 - Biblioteca Municipal de Cascais, em São Domingos de Rana
Convidada: Paula Raposo
Colaboração de Ilda Oliveira, Clarinda Galante e Maria Francília Pinheiro
Tema - Marcas ou Memórias do Vento
Sabem como é... Um dia descobrimos-lhe uma leve penugem, que amanhã é já pluma. Depois, asa. Daí ao golpe da dita tudo vai da vontade, do ímpeto. Um poema a modos que assim, como diria o poeta, logo mais é um poema a modos que ah, afinal ali há coisa. Ouve-se, diz-se, partilha-se... e nasce um livro. E mais outro. E outro, ainda.
Blogs por todos os poros e também já fotografa como gente grande. Eis a autora.
Um dia, o desafio: - Não eras mulher para fazer uma Noite Com Poemas? - Com ajudas? - Claro... as Noites querem-se, também, uma eterna entreajuda.
- Só por isso, já agora lanço um novo livrinho de cordel, da Apenas, nesse dia! O Marcas ou Memórias do Vento...
- Ah, é? Então, força!
Venham daí. A Paula Raposo não há meio de estar sem escrever. Até parece um nervoso miudinho. Um vício. Uma janela aberta ao mundo, que partilhará com quem muito bem lhe aprouver aparecer.
Depois, o habitual espaço para a troca geral de galhardetes, onde muito me apraz contar convosco.
Abraços.
Jorge Castro"
Não posso deixar de o publicar aqui, pela imensa ternura...
"Dia 15 de Outubro, quinta-feira, pelas 21h30 - Biblioteca Municipal de Cascais, em São Domingos de Rana
Convidada: Paula Raposo
Colaboração de Ilda Oliveira, Clarinda Galante e Maria Francília Pinheiro
Tema - Marcas ou Memórias do Vento
Sabem como é... Um dia descobrimos-lhe uma leve penugem, que amanhã é já pluma. Depois, asa. Daí ao golpe da dita tudo vai da vontade, do ímpeto. Um poema a modos que assim, como diria o poeta, logo mais é um poema a modos que ah, afinal ali há coisa. Ouve-se, diz-se, partilha-se... e nasce um livro. E mais outro. E outro, ainda.
Blogs por todos os poros e também já fotografa como gente grande. Eis a autora.
Um dia, o desafio: - Não eras mulher para fazer uma Noite Com Poemas? - Com ajudas? - Claro... as Noites querem-se, também, uma eterna entreajuda.
- Só por isso, já agora lanço um novo livrinho de cordel, da Apenas, nesse dia! O Marcas ou Memórias do Vento...
- Ah, é? Então, força!
Venham daí. A Paula Raposo não há meio de estar sem escrever. Até parece um nervoso miudinho. Um vício. Uma janela aberta ao mundo, que partilhará com quem muito bem lhe aprouver aparecer.
Depois, o habitual espaço para a troca geral de galhardetes, onde muito me apraz contar convosco.
Abraços.
Jorge Castro"
Não posso deixar de o publicar aqui, pela imensa ternura...
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Noites com Poemas


Convidada pelo Jorge Castro para a Noites com Poemas deste mês de Outubro, aproveito a oportunidade para apresentar o meu 4º livro de poemas 'Marcas ou memórias do vento' a quem puder estar presente, na noite da próxima 5ª feira na Biblioteca Municipal de Cascais, em S.Domingos de Rana.
O intróito do livro é do Gustavo Lebreiro, um dos meus filhos.
Editado pela Apenas Livros.
É sempre um prazer poder partilhar convosco o que vou escrevendo.
Deixo-vos com um poema que não faz parte deste livro:
MAIS UMA VEZ
E mais uma vez
se foram as memórias sob o fogo
e as chamas
pelas labaredas de uma vida
murcharam todas as flores
que cresceram comigo
morreram todas as palavras
que não tive tempo de proferir
mais uma vez
caminho sózinha
sobre as nuvens dos meus sonhos.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Um lamento
O coração diz o que não sabemos colocar em palavras
porque elas ficam pequenas e vulgares
e todos dizem o mesmo
se o meu coração te ama
eu dir-te-ei as palavras mais belas
e aplacarei a tua mágoa
num simples gesto
de estar...
para que no meu silêncio
possa ser a luz
e as minhas nenhumas palavras
sejam
sempre
as do meu amor.
Foto minha.
domingo, 4 de outubro de 2009
Até mim
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Mais...
Esbatem-se na areia
as gotículas de mar
espraiam-se livres
e sempre renovadas
e assim eu regresso
do caminho azul feito mar
e me deito na espuma
sorrindo em maresia
amando eternamente.
A foto é minha.
Agendei este post para hoje, antes de partir.
Estou longe e não terei facilmente acesso a um pc...
Obrigada a todos.
sábado, 26 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Amantes
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Sabor
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Primeiro
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