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E assim é o autógrafo do Jorge Castro, no seu 8º livro cujo lançamento nacional foi hoje na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha.
Bem hajas por te teres cruzado na minha vida.Foto: Clarinda
Este é o perfume raro
do teu olhar
o brilho magnífico
de uma estação
a Primavera florida,
a terra molhada
e aguaceiros,
é este o aroma
das palavras
e dos abraços
a luz sublime
de um beijo ao luar,
a sensível
acrobacia do presente.Foto: Viajantis
É agreste o caminho
imperturbável
no seu desenho
percorre-se devagar
esse lento caminhar.
Ao nosso lado
todos seguem o seu rumo
as plantas, os insectos,
todos sabem para onde ir.
Todos, menos eu.
Eu, não sei ler mapas
nem prevejo o futuro.
Felizmente...Foto: Viajantis
Não sei nem me interessa
que a estuporada volta ao parque
tenha sido esquecida,
afinal o parque já não o é
e eu passei a dar a volta
na feira,
com o algodão doce numa das mãos
e as farturas noutra,
num fartote de nojo
e muito asco,
tolerante,
impertinente
e de certo modo impetuoso.
Porque a Vida continua...Foto: Maria Clarinda
O sonho permanece inalterado
e fala-me de mar
e de palavras tece
a teia da Vida.
O sonho é um caminho longo
de espuma e aninha-se
no meu peito, pueril
e pertinente,
o meu sonho alado
traz-me a paz envolta
na madrugada,
junto àquela estrela tua.
O vento entoa a música
bela de bem querer
e nós dançamos
nos braços um do outro
(como só um pode ser)
e elevamos a nossa voz
na prece desmedida
de uma canção de amor.Foto: Viajantis

Este é o Jorge Castro com a sua Medalha de Mérito Cultural atribuída pela Câmara Municipal de Cascais.
Orgulho-me de pertencer ao teu círculo de Amigos. Amigos com 'A' maiúsculo.
Obrigada por seres presente na minha Vida. Por acreditares em mim. Desde sempre...
Obrigada pela Amizade, pelos momentos inesquecíveis.
Obrigada, Jorge, por seres QUEM ÉS!
Sempre aqui. Contigo.Fotos: Clarinda
Fala-me de aromas
acidulados
ou de cores fortes
e de luz.
Fala-me de presente
e do não tempo
de banalidades
e fala-me de palavras
insinuantes.
Fala-me de estímulos,
de amor e de sexo,
de fantasias,
de penumbra e de luas.
Fala-me de música, poesia,
de desenho e pintura.
Fala-me de tudo
menos de hipocrisia,
cinismo, ódios ou rancores.
E nunca, mas nunca me fales
de sombras gastas.Foto: Viajantis
A Noite de Poesia em Vermoim, no sábado passado, foi excelente e inesquecível.
Foi com orgulho que lá estive e só posso agradecer todo o carinho com que fui recebida em terras do Norte.
Foram muitos os amigos presentes e muitos os que conheci nessa Noite.
Quando souber em que espaço é publicada a reportagem, eu informarei.
Entretanto agradeço a todos, as palavras que me deixaram durante este fim de semana nos meus vários espaços, bem como os prémios que me ofereceram durante esta minha curta ausência.
É aqui que estarei logo às 21h30.
Enquanto te sonho
não perturbo o teu silêncio
passo despercebida
e os meus passos são leves
deixo-te no momento
em que acordas
e me perguntas porquê
porque te sonho
e o rio tem margens
o teu sorriso abraça-me
e o porquê do silêncio
não o sabemos explicar.Foto: Viajantis
Falando de tudo ou nada
caminhamos
de um lado ao outro
deste sonho perfeito
de regressos e beijos
prometidos.
Um tudo nada de desejos,
uma volta em anseios,
um desmedido cansaço
a golpear a alma.
O coração solta
o sobressalto
e a vida revira
a sublime revelação
e é a magia reencontrada
de um tudo nada,
esmagando a saudade,
aqui.Foto: Viajantis
A angústia liberta-se
assim como névoa,
carmim, túlipas,
malmequeres,
libertamo-nos de um beijo
perene,
de uma ideia estúpida
e aqui estamos, felizmente,
ou não,
num verbo que não se conjuga.
Acertei?
Flores, terra, fogo e cinza.
O verbo morrer perdido...Foto: Viajantis
Podemos falar do canto magoado
ou solitário
e contar-nos tantas histórias
de flores e pássaros
do mar e do céu.
Podemos silenciar todas as palavras
porque no nosso peito
elas estão vivas
e nós podemos amá-las
e querê-las
e não as perder pelo caminho.Foto: Viajantis
Era 23 de Maio de 2006 e o meu poema este.
No dia em que ao final da manhã a Vida te pregou a última partida.
Disseste-me que nunca deixasse de escrever e eu tenho-o feito, com a minha alma.
Por ti continuarei, sempre.
Para ti um beijo, nesse lugar onde te encontras.
Que o breve fim
seja o fim breve
de todas as angústias
e medos
uma injecção letal
que me adormeça
enquanto soletro
o que guardo em mim
sorrisos de criança
que numa roda a cantar
me levam à fronteira
do fim breve
breve fim
infinito
nos teus braços
atinjo
as angústias e todos os medos
sobrevivo
às palavras moribundas
gastas usadas
sem nenhum valor.Foto: Viajantis
No próximo dia 6 de Junho, pelas 21h30, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim, Av. D. Manuel II, 1573, 4470-334 Maia, vai proceder-se à cerimónia do lançamento da "II Antologia das Noites de Poesia em Vermoim - Jan 05 a Abril 09"
A minha participação nesta Antologia é feita através do meu poema Maresia.
Toda a informação no blog do José Gomes.
Não é que o silêncio
me fatigue,
antes pelo contrário
me anima,
contra a corrente
intempestiva de nada,
o silêncio é o mar
ou a noite
feitos de luz e água
e é o silêncio
que perdura
quando morremos em nós.Foto: Clarinda
Para informação de quem ainda não me conhece, eu não publico comentários anónimos, sejam de que teor forem.
Contudo, publiquei um comentário de desculpas no post anterior.
Espero que este caso fique por aqui.
Em 23 de Abril editei aqui neste blog o meu poema 'Nu'.
A 28 de Abril, usando algumas (muitas...)das minhas palavras, foi composto um texto pelo blog http://notasfrageis.blogspot.com, por um/a tal de Sigurhead.
Se pretende publicidade, pois aqui a tem e como tem os comentários moderados, o mais certo o meu não vai aparecer.
Espero o seu contacto.
Acho que já chega de descaramento!A PESSOA EM QUESTÃO NÃO DEVE TER GOSTADO DE TER SIDO TÃO COMENTADO ESTA MANHÃ, QUE FECHOU O BLOG E SÓ OS CONVIDADOS PODEM LER...