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Esbatem-se na areia
as gotículas de mar
espraiam-se livres
e sempre renovadas
e assim eu regresso
do caminho azul feito mar
e me deito na espuma
sorrindo em maresia
amando eternamente.A foto é minha.
Agendei este post para hoje, antes de partir.
Estou longe e não terei facilmente acesso a um pc...
Obrigada a todos.
Até dia 4 de Outubro não estarei presente.Foto minha.
Navegando na inteira
permanência
parece um desuso factual
ou talvez uma contradição
parece...
mas navegando no pleno
consciente
podemos ser a maré serena
e num barco à vela
suavizar o reencontro
dos amantes.Foto minha.
Hoje sinto o teu sorriso
e a voz pausada deliciar-me
os sentidos
e transbordar
por todos os recantos
das ruas
e pelos jardins ainda floridos
toco-te a mão no encanto
de te saber presente
aflorando
pelo teu corpo
o sabor doce do futuro.Foto minha.
Hoje é o primeiro dia
é o princípio
é o cavalgar pelo sonho
a primeira luz do teu olhar
e as mãos macias
que tanto anseio
é o primeiro caminho
do dia primeiro
a primeira voz
que me importa
guardar comigo.Foto minha
Esgotei as palavras
no breve instante
anunciado
(mas sempre inesperado)
da tua voz ao relento
gastei as formas
materiais da ausência
enquanto o sol brilhava
e uma brisa fresca
dizia do final do Verão
remeto para o futuro
a simplicidade
do verbo amar.Foto minha.
Já não é sombra
e aproxima-se do paraíso
o imaginário
e o sonho
a voz que não temos
mas teremos
e é um verbo
um sentido
e uma verdade
ou uma suposta mentira
é a sombria
saudade imaginada
e um passado
inesgotável
de verbos
por gritar!
És tu
surpreendente
gesto de não retorno.Foto minha.Quando escrevi este poema eu não sabia ainda da morte,
mas agora, parece que tudo se acentua.
E de silêncio será o meu luto.
Um beijo para ti, Irmão.
Sabes que danças
no meu olhar
a calma doçura
de um gesto
inusitado?
Sabes que cantas
na ausência
a presença subtil
de palavras
ainda não usadas?
Como saberás de tudo isto
se o reencontro
já é tardio
e a madrugada
ainda exala
o perfume soluço
de um futuro?!Foto minha.
Normalmente não respondo a desafios, mas desta vez, vindo de quem veio, a Castanha Pilada não posso dizer que não.
Eu daria cartão vermelho, se pudesse, a:
1- Mentira
2- Cinismo
3- Hipocrisia
4- Cobardia
5- Falsidade
6- Paternalismo
7- Intriga
8- Falsa modéstia
9- Juízo de valor
10-Disfarce (inclui as épocas do ano em que todos têm a mesma ideia, como Carnaval...)
É suposto passar a 5 blogs.
Estão todos convidados a mostrar cartões vermelhos, se faz favor.
Talvez julgues que eu sou
um pequeno grãozinho de areia
não visível a olho nu
ou uma pedra incómoda
que se afasta
pontapeando
e talvez penses que eu choro
mas fica sabendo
que as pedras
ainda não choram
e os grãos de areia existem
mesmo que os não vejas...Foto minha.
És o meu canto final
a apoteose
neste acto,
a saída de cena
depois de cair o pano.
És a última dança
no palco,
enquanto se perdeu
o encanto
e se finge ser feliz.
És a minha primeira
vontade,
o soletrar concreto
da esperança
que revive
em mil sonhos de mim.Foto minha
Escrevo a minha história
antes febril de vida
hoje amarga e sempre solitária
amanhã a história futura
que desencantarei
dos meandros frescos
da floresta
ou da profunda
vastidão do mar
a minha história
é aquela que eu sei contar
num poema
que não acabarei
por várias razões...Foto minha.
Fugiram todos os impulsos,
os possessivos esgares,
as melancólicas noites
e as lágrimas livres
de um ser bonito.
Desapareceram as obsessivas palavras
os gestos de agressões
irreflectidas.
Fugi de mim, ontem
trazendo a serenidade
hoje
tal como os búzios
que se reflectem
no meu olhar
numa constante
impertinência...Foto: Maria Clarinda
Lugar de vida
em silêncio
o meu/nosso luar
amor sempre
a luz e o mar
temas
em continuidade
espaço aberto
à imaginação
a voz a música
as canções e o ficar.Foto minha
NÃO.
Não sou figura de arte,
alada, jovem,
mitológica...
Não sou mensageiro,
nem figura puramente
espiritual.
NÃO. Não sou anjo.
Sou essa flor
sensual e humana,
um odor, um caminho,
paz, luz, saudade,
a neblina, o silêncio,
o nunca mais
ou o sempre!
Sou SIM!
Anjo...Foto: Maria Clarinda
Solitária algures
varrendo a memória
e o delírio
decompõe-se a imaginação
em partículas
abertas e esfumadas
algures
a solidão marca presença
num dado momento
não adquirido
do ainda futuro...Foto: José Arroteia
Fácil é ficar aí
olhando a planta
que nasce e cresce
e nos faz acreditar
no futuro.
Muito fácil estar aqui
e saber do verde, verde
e dos contornos
simples
da esperança...Contra o habitual, a foto foi tirada por mim(!).
Cabe na palma da mão
o estreito patamar
da loucura
como se fosse
um precipitar
permanente
do sonho que o mar atinge
que o rochedo
segura em ti.Foto: José Arroteia
Se é o começo
do mundo
o mar ouviu
a história simples
da água...
nasce outra esperança
ou a memória reconhecida
de afectos
num prefácio
de imprevisíveis
aventuras.Foto: José Arroteia